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Em sabatina, Plínio de Arruda defende a "reestatização de tudo"

Candidato do PSOL inclui Vale e outras ex-estatais como estratégia de fortalecer o Estado
por Redação da RBA publicado 27/07/2010 19h04, última modificação 27/07/2010 19h30
Candidato do PSOL inclui Vale e outras ex-estatais como estratégia de fortalecer o Estado

Candidato do PSOL em sabatina do R7. (Foto: Daia Oliver/R7)

São Paulo - O candidato Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) participou de sabatina do portal R7 nesta terça-feira (27) e defendeu a reestatização da Vale e de outras empresas privatizadas na década de 1990. Questionado sobre o assunto, afirmou ser a favor da "reestatização de tudo".

Plínio defende quebras de contrato e pagamento de indenização, nestes casos. "Empresa defende o capital dela, quem defende você é o Estado. O Estado não tem mais instrumentos para essa defesa", disse.

Sem poupar críticas ao sistema capitalista e ao governo Lula, culpou o atraso do país e problemas existentes aos anos de segregação social e dependência. Pontuou que "Lula não peca por ação, mas por omissão". Segundo o candidato, quase todos os empregos gerados nos últimos anos remuneram com salário mínimo. 

Sobre suas metas caso eleito, disse que faria uma redistribuição de renda, visando a queda da desigualdade. O candidato do PSOL explicou que os ideais de seu partido (socialismo e igualdade) não estão mortos. "Quiseram enterrar o socialista, mas se ele está morto, deixa ele lá", brincou.

Educação

Para Plínio o sistema de ensino deveria garantir a liberdade de pensamento e igualdade de condições. Segundo ele, os estudantes de escolas particulares teriam de migrar para as escolas públicas, porém, defende que uma reforma no ensino seja feita e que o "dinheiro público vá para a escola pública".

Casamento gay e aborto

Em assuntos polêmicos recorrentes nas sabatinas, Plínio se mostrou favorável à união homoafetiva no Brasil, justificando sua posição no direito de vida civil em comum que pessoas do mesmo sexo têm. Sobre o aborto, disse ser uma questão social grave que precisa ser analisada como política pública.

Salário mínimo e jornada de trabalho

Plínio disse ser a favor da redução da jornada de trabalho e do aumento do salário mínimo para o valor estipulado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), atualmente fixado em R$ 2 mil. "Se nós temos uma grande parte da força de trabalho sem ocupação, por que o trabalhador tem que trabalhar oito horas por dia?", questionou.

Política externa

O candidato afirmou que não se pode dizer que o Brasil esteja em posição favorável no cenário mundial para que medie um acordo com o Irã e enriquecimento do urânio. Criticou o governo de Álvaro Uribe por, segundo ele, ter criado uma "sociedade ditatorial" na Colômbia. Em contrapartida, disse que Hugo Chavez teria seu "apoio total" por conta das transformações políticas do presidente venezuelano.

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