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MPF-SP nega menção a Vaccari em inquérito contra doleiro

por anselmomassad publicado , última modificação 19/03/2010 14h41

São Paulo - O nome do tesoureiro do PT e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto não é mencionado na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) contra Lucio Bolonha Funaro. Supostas informações de seu depoimento em 2005 ao MPF-SP sustentaram reportagens de veículos de mídia a respeito do caso.

A informação consta de nota da Procuradoria da República no Estado de São Paulo encaminhada à imprensa. O texto não se pronuncia sobre a suposta concessão do instituto da "delação premiada" e ressalta que o teor dos depoimentos nem informações não são reveladas, conforme a legislação.

"Tanto na documentação remetida pela PGR à São Paulo, que embasou a denúncia, quanto na própria acusação formal remetida à Justiça pelo MPF-SP, em resposta a inúmeros questionamentos da imprensa, é necessário esclarecer, não há nenhuma menção ao ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) João Vaccari Neto, atualmente tesoureiro do Partido dos Trabalhadores.

Dono de uma corretora de valores, ele é investigado em decorrência do inquérito do Mensalão e, mais especificamente, na CPI dos Correios, instaurados em 2005 e 2006. Funaro e José Carlos Batista respondem pelos crimes de formação de quadrilha e por 33 infrações relacionadas a lavagem de dinheiro.

Eles são acusados de usar a Garanhuns Empreendimentos para lavar dinheiro do esquema do Mensalão da agência de publicidade SMP&B, de Marcos Valério, destinados ao extinto Partido Liberal (PL). "São sobre essas operações de lavagem de dinheiro que trata o processo, que tramita normalmente perante à 2ª Vara Federal. A última movimentação processual constante é de fevereiro de 2010", registra a nota.

Segundo a revista Veja e o jornal O Estado de S.Paulo, Funaro teria declarado em depoimento aos procuradores, que Vaccari e o ex-deputado federal José Dirceu de terem desviado recursos em negócios envolvendo fundos de pensão.

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