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Arruda deve continuar preso até o fim das investigações, reforça procurador-geral da República

por Lísia Gusmão publicado , última modificação 11/03/2010 18h25

(Foto: Elza Fiúza/ABr)

Brasília - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reiterou nesta quinta-feira (11) que o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), deve permanecer preso até o fim das investigações da Polícia Federal (PF) sobre suposto esquema de arrecadação e pagamento de propina desarticulado com a Operação Caixa de Pandora. Segundo Gurgel, há um empenho para que as investigações sejam concluídas "no menor espaço de tempo possível". Contudo, acrescentou, trata-se de um "esquema criminoso muito complexo".

"Tão logo essa investigação esteja concluída, o Ministério Público será o primeiro a opinar pela soltura do governador. Só não queremos que ele interfira na produção da prova. É um esquema criminoso muito complexo e, portanto, a conclusão das investigações é algo igualmente complexo, e está dependendo de uma série de diligências da Polícia Federal", disse o procurador-geral da República.

Questionado sobre o fim do prazo de prisão preventiva, Gurgel respondeu: "Isso não existe, estamos ainda longe".

Ele informou ainda que deve entregar até segunda-feira (15) seu parecer sobre o pedido de intervenção no Distrito Federal. "Estou fazendo todo o esforço para ver se consigo devolver até sexta-feira (12). Se não for possível, na segunda-feira estarei devolvendo. Estou examinando com toda a cautela as alegações produzidas pelo governo do Distrito Federal e pela Câmara Distrital."

Fonte: Agência Brasil

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