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Ônibus comuns poderiam concorrer com fretados, diz ex-secretário

Deputado Carlos Zarattini afirma em entrevista à Rede Brasil Atual que a prefeitura de São Paulo está equivocada em relação às políticas para o transporte público
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 02/07/2009 12h55
Deputado Carlos Zarattini afirma em entrevista à Rede Brasil Atual que a prefeitura de São Paulo está equivocada em relação às políticas para o transporte público

Foto: Clix/Sxc/hu

A administração de Gilberto Kassab na capital paulista está deixando de lado a lei aprovada na gestão anterior que permite que as empresas de ônibus comum compitam com as de fretados. A avaliação é do deputado Carlos Zarattini, que foi secretário de Transportes no mandato de Marta Suplicy.

Para o parlamentar, a portaria assinada pelo prefeito determinando a restrição aos fretados em uma área de aproximadamente 70 quilômetros quadrados é “equivocada e mostra o grau de desorientação que a atual gestão tem em relação ao tema. Acham que o transporte público vai ser resolvido tirando um outro tipo de transporte público”.

Como o ex-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Chico Macena, o deputado acredita que a determinação vai apenas piorar o trânsito de São Paulo, uma vez que os usuários de fretados não migrarão para o transporte comum, alugando vans ou mesmo utilizando veículo próprio para o deslocamento ao trabalho.

A melhor alternativa, para Zarattini, seria dar sequência às regulamentações iniciadas na gestão anterior, que determinaram o ponto de parada e os locais de estacionamento permitidos para os fretados.

Ele aponta que há diversos erros na gestão municipal de Gilberto Kassab e na estadual de José Serra em relação aos transportes. O ex-secretário destaca as restrições ao Bilhete Único, diminuindo o tempo de utilização entre uma viagem e outra, e a interrupção dos avanços na construção de corredores de ônibus. Em relação ao governo do estado, o parlamentar pensa que o aumento das pistas da Marginal Tietê não será mais que um paliativo que logo estará superado e, pior que isso, não prevê a inclusão de faixas de ônibus no projeto.