Você está aqui: Página Inicial / Política / 2009 / 07 / Crise não pode ser creditada unicamente a Sarney, diz Mercadante

Crise não pode ser creditada unicamente a Sarney, diz Mercadante

Após reunião da bancada do PT no Senado, partido decidiu pedir a saída do presidente da Casa até que investigações sejam concluídas
por Anselmo Massad publicado , última modificação 01/07/2009 16h10
Após reunião da bancada do PT no Senado, partido decidiu pedir a saída do presidente da Casa até que investigações sejam concluídas

Impasse no Senado continua. Cinco partidos defendem afastamento de Sarney (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Logo após reunião da bancada do PT no Senado para debater a crise na Casa, o líder do partido, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), afirmou que a legenda defende o licenciamento de José Sarney (PMDB-AP) do cargo de presidente. Para Mercadante, "não é justo que toda a crise seja creditada unicamente a Sarney".

"Ele não demonstrou disposição (de sair), mas disse estar aberto as outras sugestões", disse. Isso quer dizer, na visão do petista, que o Senado e os senadores precisariam continuar buscando soluções para a atual crise. Por isso, a bancada do PT decidiu não pedir o afastamento de Sarney publicamente, como outros partidos já fizeram.

Com a retirada de apoio do PT, são quatro os partidos que pedem o afastamento de Sarney da presidência do Senado, junto de DEM, PSDB e PSOL. Lideranças do PMDB como Pedro Simon também pedem a saída.

"A governabilidade sempre foi difícil no Senado", disse. "Sabemos o quanto essa aliança com o PMDB é importante e por isso temos toda a cautela para tratar o assunto", completou.

De acordo com Mercadante, Sarney concordou com a ideia de institucionalização do chamado "colégio de líderes", que atualmente funciona em caráter não-oficial na Casa.

Ainda de acordo com Mercadante, o presidente do Senado tende a concordar com a criação de uma comissão especial para buscar soluções administrativas para a crise e "pensar o futuro do Senado", punindo todos os responsáveis por irregularidades e realizando profundas mudanças na Casa, conforme já havia sugerido o PSDB.

Ministros apoiam

Os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e das Minas e Energia, Edison Lobão, manifestaram apoio a Sarney.

"As soluções têm que visar ao interesse das instituições democráticas", defendeu Jobim. "Não adianta intervenção para este que é um problema antigo. Que se mude as regras, mas não se pode debitar os problemas apenas a um personsagem, tendo em vista as eleições de 2010”, declarou e audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.

Lobão, por sua vez, afirma que o presidente do Senado está "muito firme" no cargo e "se sentindo injustiçado".

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro havia manifestado apoio do governo a Sarney na segunda-feira (29). Na ocasião, Múcio disse que Sarney tem apoio “absoluto” do governo.

No fim do encontro desta quarta-feira, a assessoria da presidência do Senado, confirmou que ocorreu encontro da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Roussef e Sarney. Ela pediu, na conversa, que o parlamentar aguarde o retorno da Líbia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tomar qualquer decisão.

Com informações da Agência Senado e Agência Brasil

registrado em: ,