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Cinco trabalhadores rurais ligados ao MST são mortos em PE

Liderança do MST afirma que há conflito permanente no estado
por José Mombelli, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 08/07/2009 11h31
Liderança do MST afirma que há conflito permanente no estado

Cinco trabalhadores rurais sem terra são executados em  Pernambuco. As mortes aconteceram na noite de segunda-feira (6), no assentamento Garrote,  localizado no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, a 190 quilometros de Recife (PE).

João Pereira da Silva, Juarez Cesário da Silva, Natalício Gomes da Silva, Olimpio Cosme Gonçalves e Dedé foram executados a tiros por dois homens enquanto trabalhavam na construção das casas do assentamento.

Erionaldo José da Silva, que também estava no local, levou um tiro no ombro, mas não corre riscos. As seis vítimas teriam sido rendidas por dois homens que se aproximaram em uma moto e anunciaram assalto. Depois do anúncio, os dois homens atiraram contra o grupo.

Jaime Amorim, integrante da coordenação nacional do MST explica que conflitos agrários na região não são acontecimentos fora do comum. "Nós vivemos um conflito permanente no estado de Pernambuco, e é bem provável que esses trabalhadores sejam vítimas de uma vingança do latifundio, ou de pessoas ultrareacionárias que tentam barrar a luta do movimento sem-terra", lamenta. 

João Pereira era uma liderança local e trabalhava como coordenador do assentamento. Os outros quatro trabalhadores sem terra viviam nos assentamentos Lago Azul e Macambira e ajudavam no mutirão, que há quatro semanas construía 9 casas. O assentamento Garrote abriga 30 famílias e conquistou o título de posse definitiva há três anos.

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