Tensão

A 10 dias da posse de Biden nos EUA, impeachment continua em discussão

Dois senadores do partido de Trump se manifestaram a favor da renúncia

Tia Dufour/Official White House
Sem reconhecer o resultado eleitoral, Trump é pressionado para abreviar sua permanência na Casa Branca

São Paulo – Embora faltem apenas 10 dias para a posse de Joe Biden na presidência dos Estados Unidos, líderes democratas não desistiram de submeter Donald Trump a um processo de impeachment. O atual presidente é responsabilizado pela invasão do Capitólio, o prédio que sedia o Congresso norte-americano, na última quarta-feira (6). Cinco pessoas morreram. Desde então, dezenas de pessoas foram presas.

Pelo menos 13 manifestantes foram acusados pelo Departamento de Justiça por crimes cometidos na invasão ao Congresso. Ontem (9), a polícia prendeu o invasor que carregava o atril (espécie de estante, usado como suporte para discursos) da presidenta da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi. Ele foi identificado como Adam Johnson, de 36 anos. O homem que entrou no Capitólio usando chifres e peles, Jacob Anthony Chansley (conhecido como Jake Angeli), 32 anos, também está preso.

Na sexta (8), a líder democrata defendeu a renúncia imediata do republicano Trump. Se o presidente não saísse por iniciativa própria, o Congresso poderia agir, acrescentou. Ela e o líder do partido no Senado, Chuck Schumer, chegaram a conversar com o atual vice-presidente, Mike Pence, sobre a aplicação da 25ª Emenda, que permite deposição em caso de incapacidade.

A favor da renúncia

Neste domingo (10), o senador republicano Pat Toomey, da Pensilvânia, disse ser favorável à renúncia de Trump, somando-se à senadora Lisa Murkowski (Alasca). Mas ele não acredita que haja tempo suficiente para deliberar sobre o tema.

“Nosso presidente não está acima da lei”, afirmou Biden, ontem, em sua página no Twitter (que excluiu Trump). Hoje, na mesma rede social, o futuro presidente postou apenas uma mensagem curta: “Em 10 dias, vamos avançar e reconstruir – juntos”.