Adiós

Argentinos se despedem de Maradona na Casa Rosada

Fila de torcedores nos arredores da Praça de Maio já ultrapassa sete quarteirões. Previsão inicial é que a cerimônia de despedida vá até 16h

Reprodução/Casa Rosada
Além da bandeira argentina, caixão do craque foi coberto com as camisas da seleção e do Boca Juniors

São Paulo – Milhares de argentinos se concentram na Praça de Maio, no centro de Buenos Aires, para dar seu último adeus ao ex-jogador Diego Maradona, maior ídolo argentino. O corpo do campeão do mundo está sendo velado, desde a madrugada desta quinta-feira (26), na Casa Rosada, sede do governo argentino. A última personalidade que teve sua despedida na residência oficial foi o ex-presidente Néstor Kirchner, morto em 2010.

O corpo de Maradona chegou à Casa Rosada por volta da 1h da manhã, recebido pela ex-esposa Claudia Villafañe e suas filhas Dalma e Giannina. Dessa despedida íntima também participaram os campeões do mundo em 1986, além de outros ex-jogadores, como o zagueiro Mascherano e o goleiro Goycochea.

A previsão inicial do governo argentino era que a cerimônia de despedida se estenderia até o sábado (28). Mas, a pedido dos familiares, o encerramento foi remarcado para as 16h desta quinta-feira.

O velório foi aberto ao público por volta das 6h da manhã. O caixão do craque foi coberto pela bandeira argentina, além de uma camisa da seleção nacional e outra do Boca Juniors, ambas com o número 10 “del Diós“.

No início, houve registro de tumulto envolvendo torcedores e policiais. Os agentes de segurança tentam controlar a multidão, na tentativa de garantir medidas de distanciamento social.

Em fila individual, eles vão passando próximo ao caixão do camisa 10, em meio a lágrimas, palmas, bênçãos e agradecimentos. Flores, camisas e bandeiras também são lançadas em direção ao craque.

Por volta das 8h da manhã, a fila de torcedores já ultrapassava sete quarteirões. Eles também vestem camisas da seleção argentina, do Boca ou do Argentinos Juniors, time da capital onde Maradona começou a jogar. “Não parece um velório. Parece a entrada de uma partida de futebol”, disse o jornalista Martin Gonzalez, do canal Todo Noticias.

Noite de festa

Apesar das restrições em função da pandemia, os argentinos preferiram se aglomerar, numa grande festa em despedida ao ídolo. Ainda durante a madrugada, os fãs do craque e discípulos da “Igreja Maradoniana” começaram a se reunir na Praça de Maio.

Na chegada da “barra brava” (torcida organizada) do Boca, fogos de artifício foram disparados, dando ao local um clima de final de campeonato. Maradona foi campeão argentino pelo clube em 1981, antes da sua transferência para a Europa, para defender o Barcelona.

Segundo a agência pública de notícias Télam, fontes judiciais afirmaram que a autópsia no corpo de Maradona determinou como causa de sua morte um “edema agudo de pulmão secundário a uma insuficiência cardíaca crônica”.