Eleições americanas

Favoritismo de Biden nas pesquisas deve ser visto com ‘otimismo cauteloso’, diz Kennedy Alencar

O jornalista e correspondente internacional é o entrevistado de Juca Kfouri no programa “Entre Vistas” desta quinta (8), na TVT. Eleições nos EUA podem derrubar Trump

Reprodução
Se o Biden ganhar na Pensilvânia, no Arkansas, na Minnesota e no Michigan, ele leva a eleição", aponta Kennedy Alencar

São Paulo – A 26 dias das eleições presidência dos Estados Unidos (EUA), o democrata Joe Biden lidera as pesquisas nacionais e se aparece como favorito para chegar à Casa Branca. Um resultado que deixa os opositores do atual presidente, o republicano Donald Trump, otimistas, mas que ainda precisa ser visto “com cautela”. A ponderação é do jornalista, correspondente internacional do UOL e da rádio CBN, Kennedy Alencar durante o programa Entre Vistas, da TVT. Apresentado pelo jornalista Juca Kfouri, o programa vai ao ar nesta quinta-feira (8), a partir das 21h45, mas já pode ser conferido na íntegra pelos colaboradores da TVT no canal do Youtube

Em pesquisa de abrangência nacional feita pela rede CNN divulgada nesta terça (6), Biden aparece com vantagem de 16 pontos percentuais sobre Trump nas intenções de voto. De acordo com Kennedy Alencar, se comparado os resultados com a pesquisa CNN de agosto, o candidato democrata parece estar se consolidando, ao ampliar a diferença, que era de quatro pontos. 

O peso do Colégio Eleitoral

No entanto, a principal dúvida de Biden é quanto ao pleito no chamado Colégio Eleitoral que, pelo sistema estadunidense, tem mais peso que o voto popular. Nesse caso, pela eleição indireta, o democrata precisaria garantir maioria absoluta – um mínimo de 270 votos, entre 538 delegados, para se eleger. 

“É um sistema pensado pelos pais fundadores que queriam dar maior peso aos Estados. Não queriam dar o voto popular um peso muito grande, com medo de que um populista aventureiro chegasse ao poder. Hoje são justamente essas regras que permitiram que um aventureiro chegasse ao poder. E que podem ainda permitir ao Trump continuar no poder, por uma combinação de fatores”, observa o jornalista. 

“Em média são 12 estados decisivos”, prossegue o jornalista. “Nesses estados, a dianteira do Biden é menor, a eleição está mais apertada. Hoje, o Trump precisa ganhar de qualquer jeito na Flórida e na Carolina do Norte, onde o Biden é competitivo. Se o Biden ganhar na Pensilvânia, Arkansas, Minnesota e Michigan, ele leva a eleição”, avalia. 

Eleições nos EUA e o Brasil

Definido para o dia 3 de novembro, o pleito marcará também a carreira de Kennedy, por ser sua primeira cobertura in loco das eleições nos EUA. Depois de cobrir diretamente os quatro últimos governos, de Fernando Henrique Cardoso a Michel Temer, o jornalista afirma que percebeu que o governo de Jair Bolsonaro “seria muito difícil de ser tolerado para uma cobertura normal”. “Bolsonaro é um personagem muito desqualificado, alguém que não merecia ser presidente da República.”

“Cansado das mentiras do atual presidente, preferiu ir ouvi-las em Washington”, como diz ser “um bom resumo sobre a sua decisão em ser correspondente”, no final de 2019, a Juca Kfouri. 

“O Bolsonaro estava mentindo muito no Brasil. Mas cheguei aqui em Washington e peguei o Trump, que é um mentiroso em série, assim como o Bolsonaro. Segundo a imprensa americana, em quatro anos, o Trump já contou mais de 20 mil mentiras. Bolsonaro vai chegar ou até ultrapassar ele nesse quesito”, ironiza. 

Kennedy, contudo, também considera que, se confirmada a liderança de Biden nas urnas, ela terá repercussões mundiais.  “O resultado aqui vai ser uma sinalização para o resto do planeta e também para o Brasil”. 

Assista ao programa a partir das 21h45 desta quinta (8)

Redação: Clara Assunção


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