Eleições nos EUA

Eventual derrota de Trump pode se tornar freio para ascensão conservadora

Derrota também colocaria em xeque relações dos EUA com o Brasil, já que a aliança de Bolsonaro é com o “trumpismo” e não com o país norte-americano

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"Risco do Brasil enfrentar dificuldades na sua relação com os Estados Unidos é muito grande em caso da derrota de Trump", diz professora

São Paulo – A eleição presidencial nos Estados Unidos, em 3 de novembro, pode mudar a correlação de forças no mundo. Uma eventual derrota do atual presidente Donald Trump representaria um freio à ascensão de governos de extrema-direita. Já em caso de vitória, essa tendência aumentaria. Sobre o panorama eleitoral nos Estados Unidos, o canal no YouTube O Planeta Azul entrevistou a professora Fernanda Magnotta, coordenadora do curso de Relações Internacionais da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e analista da política norte-americana.

Magnotta explica na entrevista que a aliança de Bolsonaro não é com os Estados Unidos, mas com o “trumpismo” e isso coloca em risco as relações do Brasil com Washington. “Ao declarar apoio a um presidente e não a um estado, você passa a ter uma política de governo e como todo governo é transitório, o risco do Brasil enfrentar dificuldades na sua relação com os Estados Unidos é muito grande em caso da derrota de Trump”, diz ela.

Com doutorado pelo programa San Tiago Dantas (Unesp / Unicamp / PUC-SP), Magnotta é consultora da Comissão de Relações Internacionais da OAB/São Paulo e autora do livro As ideias importam: o excepcionalismo norte-americano no alvorecer da superpotência. Foi chefe de delegação do Brasil na Cúpula de Juventude do G-20, na China, acompanhou as eleições presidenciais dos Estados Unidos, em Ohio, a convite do Consulado norte-americano em São Paulo, e foi selecionada pelo Programa W30 da UCLA / Banco Santander como uma das 30 mulheres mais destacadas em gestão acadêmica no mundo.

O complexo sistema eleitoral norte-americano também é tema da entrevista. “É difícil para nós brasileiros entendermos uma eleição onde nem sempre quem tem mais votos na urna acaba sendo eleito. O sistema de delegados por Estados é o que determina a vitória”, diz a professora.

Confira a entrevista