RESISTÊNCIA

Colombianos tomam ruas do país em protesto contra medidas neoliberais de Iván Duque

É o 14º dia consecutivo de protestos contra reformas trabalhista e previdenciária. "A greve não tem reversão, não cumprimos condições impostas pelo governo", diz presidente da CUT

reprodução - sputnik brasil
Mobilização popular no país teve início no mês passado, quando milhares de pessoas se rebelaram contra um pacote de reformas neoliberais de Duque

São Paulo – Milhares de manifestantes ocupam as ruas em diversas cidades da Colômbia nesta quarta-feira (4), em mais um dia de greve geral e no 14º dia consecutivo de protestos contra o pacote de reformas trabalhista e previdenciária do governo do presidente Iván Duque. A mobilização se realiza após Duque aceitar dialogar exclusivamente com o Comitê Nacional da Greve, mas pedindo que fosse suspensa a paralisação. O presidente da Central Unitária dos Trabalhadores (CUT), Diógenes Orjuela, esclareceu que o dia de manifestações prossegue, mesmo em diálogo com o governo. “A greve não tem reversão, não cumprimos as condições impostas pelo governo”, disse.

Em Bogotá, capital colombiana, uma congregação de guardas indígenas dos povoados Wounaan, Embera Chamí e Nasa del Valle chegou pela manhã e se concentrou na Plaza de Che, na Universidade Nacional.

A mobilização popular no país teve início no mês passado, quando milhares de pessoas se rebelaram contra um pacote de reformas neoliberais de Duque. Hoje, centrais sindicais colombianas realizam a terceira greve geral no país desde o início dos protestos, que acontecem em um contexto de revolta social em boa parte da América do Sul. Entre algumas das principais reivindicações do povo colombiano estão, além da revisão do pacote, a criação de mais empregos, salários melhores e mais investimento em educação pública.

No final de novembro, Duque tentou aliviar as tensões convocando opositores para um “diálogo nacional”, mas as propostas apresentadas e a maneira como essas conversas vêm sendo realizadas, de maneira setorizada, não foram capazes de conter a indignação popular até o momento, que cresceu ainda mais por conta da violência policial contra os manifestantes.

* Com Opera Mundi e Sputnik Brasil