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Professores argentinos marcham contra crise na educação

Docentes exigem que governo Macri dê respostas sobre as demandas salariais da categoria, que parou atividades em greve de 48 horas
por Redação RBA publicado 14/09/2018 11h13
Docentes exigem que governo Macri dê respostas sobre as demandas salariais da categoria, que parou atividades em greve de 48 horas
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Manifestação de professores argentinos

As negociações com o governo começaram em fevereiro deste ano, mas, segundo o sindicato, ainda não houve acordo

São Paulo – Milhares de professores e estudantes argentinos marcharam nesta quinta-feira (13), em Buenos Aires, em protesto contra o governo de Mauricio Macripara exigir resposta às demandas salariais e à solução da crise que atravessa a educação pública naquele país. Os manifestantes caminharam do Ministério da Educação até o Congresso.

Nesta quinta, completou o segundo dia da greve de 48 horas convocada pelo sindicato dos docentes. A categoria exige a retomada das negociações para que chegue a um acordo sobre aumentos salariais, além da restauração de condições dignas de trabalho, a reparação de centros educacionais e melhores oportunidades de estudo para os alunos.

"Antes do Congresso, os representantes do povo e Casa do Governo atrás de nós, dois símbolos da democracia dizer. Nós não temos medo, lutar e lutar", disse o representante da (Petrocini.

A representante da Federação de Educadores de Buenos Aires (FEB) Mirtha  Petrocini disse que o protesto pacífico foi dedicado a Nicolás Avellaneda, professor morto em uma explosão, em agosto, após um vazamento de gás causado pelo abandono da escola em que trabalhava.

Por sua vez, a líder da Confederação dos Trabalhadores da Educação da República Argentina (Ctera), Sonia Alesso, pediu ao presidente Mauricio Macri que estabelecesse um orçamento maior para o setor educacional. "É uma greve para dizer ao governo de Macri que queremos um orçamento para a educação, além de aposentadoria para professores e bolsas de estudo para nossos filhos", exigiu ela.

As discussões e mesas de negociações com o governo começaram em fevereiro deste ano, mas, segundo o sindicato, ainda não foram apresentadas soluções viáveis ​​e concretas sobre as petições dos professores públicos e privados da Argentina.