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Bachelet é indicada para chefiar o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU

Ex-presidenta do Chile tem histórico ligado à defesa das causas sociais e da democracia. Em julho, ela liderou manifesto de personalidades chilenas em defesa do direito de Lula ser candidato
por Redação RBA publicado 09/08/2018 12h51, última modificação 09/08/2018 13h10
Ex-presidenta do Chile tem histórico ligado à defesa das causas sociais e da democracia. Em julho, ela liderou manifesto de personalidades chilenas em defesa do direito de Lula ser candidato
Valter Campanato/Agência Brasil
Bachelet

Bachelet, que teve o pai morto pela ditadura de Pinochet, se tornou uma destacada defensora da democracia

São Paulo – A ex-presidenta do Chile Michelle Bachelet foi nomeada nesta quinta-feira (8) para ser a próxima alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Indicada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, o nome depende ainda da aprovação da Assembleia Geral da organização, composta por representantes de 193 países.

Guterres já informou a escolha do nome de Michelle Bachelet aos representantes da ONU, mas não encaminhou documento formalizando a indicação, nem há data marcada para que a Assembleia Geral se reúna. Bachelet deverá substituir Zeid Ra'ad al-Hussein, da Jordânia, que deixa o cargo no final do mês, após cumprir mandato de quatro anos à frente do Alto Comissariado. 

Michelle Bachelet foi eleita presidenta do Chile por duas vezes, e governou entre 2006 e 2010 e de 2014 a 2018, tendo as causas sociais e defesa dos direitos humanos como marcas de suas gestões. Nos dois mandatos foi substituída pelo opositor Sebastian Piñera, o atual presidente. Ela também tem uma história ligada à luta pela democracia em seu país, e seu pai foi vítima da ditadura de Augusto Pinochet.

Após deixar o governo pela primeira vez, Bachelet foi a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres e atualmente lidera uma aliança internacional para a saúde de mães, recém-nascidos e crianças. Pediatra, ela também se destacou por atuação em defesa da saúde pública.

Em julho, Bachelet liderou manifesto assinado por outras 42 políticos e personalidades do seu país em que apelam ao Judiciário brasileiro para que respeitem a Constituição e garantam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro. Ela também participou do 12° Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizado no fim do mês no Rio de Janeiro. Na ocasião, também denunciou a prisão política de Lula.