governo Maduro

Chavismo encerra campanha para deputados constituintes

A campanha relâmpago teve início em 9 de julho, com mais de 50 mil pré-inscritos como candidatos

AVN/divulgação
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Permaneceram na disputa 5.500 candidatos pelas 545 cadeiras na Assembleia Constituinte

Brasil de Fato – À meia noite de hoje (27) encerra-se a campanha dos candidatos que concorrem a deputados nacionais constituintes na Venezuela. O presidente do país, Nicolás Maduro, convocou a militância e os candidatos para um grande ato político na Avenida Bolívar, no oeste de Caracas, onde se esperam milhares de pessoas.

A campanha relâmpago teve início em 9 de julho, com mais de 50 mil pré-inscritos como candidatos. Ao final, depois de verificações das exigências para as candidaturas, feitas pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), permaneceram na disputa 5.500 candidatos pelas 545 cadeiras. 

A Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela será divida basicamente entre deputados constituintes representantes dos municípios e deputados representantes de setores sociais.

Dos futuros 545 deputados, 364 representarão os municípios, sendo um por cidade e dois representando as capitais. Os setores sociais terão 173 membros, divididos entre estudantes (24), camponeses e pescadores (8), empresários (5), pessoas com deficiência (5), aposentados (28), conselhos comunais (24) e trabalhadores (79).

Outros oito representantes na câmara revisora serão eleitos pelos povos indígenas de acordo com seus costumes ancestrais, explica o CNE.

Paralisação

A oposição ao presidente Nicolás Maduro avalia como vitoriosa a paralisação nacional que vem promovendo desde ontem em todo o país. Hoje, algumas vias da capital amanheceram bloqueadas por barricadas. 

Segundo porta-vozes de sindicatos ligados à oposição, cerca de 92% dos trabalhadores no país pararam suas atividades. O presidente da Coalizão Nacional Sindical, Carlos Colina, afirmou que os objetivos da greve foram cumpridos.

O ministro do Trabalho, Nestor Ovalles, afirmou que a “classe trabalhadora não atendeu à convocação”. Matéria do jornal Últimas Notícias destaca a paralisação convocada pela oposição e questiona o sucesso do movimento.

“Como de costume, a greve convocada pela Mesa da Unidade Democrática (MUD) só logrou paralisar alguns bairros do Leste da capital e uma ou outra cidade no interior”, diz a matéria.

Houve protestos violentos em Mérida, Oeste do país, com a morte de dois jovens. Em Caracas, no bairro de Petare, também houve outra morte atribuída pela oposição aos protestos. O Ministério Público da Venezuela já designou promotores para investigar as circunstâncias.

A reportagem caminhou pelo Bulevar Sabana Grande, que tem uma grande concentração de comércios, restaurantes e galerias. Visivelmente, muitas lojas estavam fechadas, mas a maioria dos restaurantes, farmácias e padarias permaneciam abertas ao público.

O Centro Comercial El Recreo, um dos maiores de Caracas, também tinha lojas fechadas, mas a totalidade dos restaurantes e os cinemas estavam funcionando. Já na Praça Bolívar, área que concentra órgãos públicos e comércio, a maioria dos estabelecimentos estava aberta. O Metrô de Caracas circulou normalmente, mas faltou ônibus nas ruas.