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ONU critica suspensão em massa de juízes após tentativa de golpe militar na Turquia

Alto comissário da entidade para os Direitos Humanos pediu que autoridades turcas não permitam violações de direitos humanos 'em nome da segurança'
por Redação RBA publicado 19/07/2016 10h49
Alto comissário da entidade para os Direitos Humanos pediu que autoridades turcas não permitam violações de direitos humanos 'em nome da segurança'
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País foi abalado sexta-feira por uma tentativa de golpe de Estado levada a cabo por militares do Exército

Opera Mundi – A ONU criticou hoje (19), a suspensão em massa de juízes e promotores realizada pelo governo da Turquia após a tentativa de golpe de Estado militar e afirmou que "cada caso deve ser examinado antes de maneira independente e individual".

"Uma suspensão em massa - como a que ocorreu em questão de 48 horas, com a remoção de pelo menos 2.745 juízes e promotores - não permite uma avaliação individual", afirmou o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein.

Ele pediu que as autoridades turcas não permitam a violação dos direitos humanos "em nome da segurança e na pressa de castigar aqueles que acreditam ser os responsáveis".

Zeid Ra'ad Al Hussein fez também um chamado para que observadores internacionais visitem os centros de detenção turcos para checar as condições dos locais e o acesso de acusados a advogados.

Ontem (18), o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou que mais de 7.500 pessoas foram detidas após a tentativa de golpe de Estado na sexta-feira (15) no país, entre elas 6 mil militares, 100 policiais, 755 juízes e promotores e 650 civis.

A tentativa de golpe deixou mais de 290 mortos, segundo o Ministério de Relações Exteriores do país.

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