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Escândalo

Taxistas de Madri estudam ação contra a Volks; ministros da UE discutem o caso

por Agencia Brasil publicado 01/10/2015 11h16
arquivo/ABr
fraude

Volkswagen admitiu fraude em 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo

Brasília – A Associação de AutoTáxis de Madri vai lançar uma plataforma com o objetivo de reunir todos os motoristas que compraram veículos do grupo Volkswagen, com motor manipulado para falsificar dados de emissões de gases, e agir judicialmente.

Em comunicado, a associação explicou hoje (1°) que vai ajudar todos os taxistas proprietários de carros a diesel da Volkswagen, Skoda, Audi e Seat, cujos veículos estão equipados com os kits fraudulentos que queiram agir judicialmente.

“A associação vai promover os protestos legais de caráter coletivo e que têm por objetivo reclamar danos e prejuízos pela aquisição enganosa de veículos para uso profissional”, explicou.

O objetivo da associação ao fazer as reclamações de forma coletiva, é “unir as forças da maior quantidade de afetados e obter os melhores resultados, minimizando assim os custos”.

A Agência de Proteção do Meio Ambiente dos Estados Unidos acusou a Volkswagen, em 18 de setembro, de falsificar o desempenho dos motores, alterando a medição das emissões de gases poluentes através de um software incorporado no veículo. A empresa pode ser condenada à multa que pode chegar a US$ 18 bilhões.

Dois dias depois, a Volkswagen reconheceu a falsificação dos dados.

Na semana seguinte, o presidente executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, pediu a demissão e na sexta-feira passada a empresa anunciou a nomeação de Matthias Mueller, atual presidente da Porsche, como novo presidente executivo do grupo.

A Audi, a Skoda e a Seat também admitiram ter veículos em todo o mundo equipados com o software.

As autoridades suíças e espanholas proibiram temporariamente a venda de novos carros do grupo Volkswagen a diesel.

O ministro de Indústria, Energia e Turismo espanhol, José Manuel Soria, disse que o governo vai exigir da Seat, marca do grupo Volkswagen, que devolva os incentivos financeiros recebidos do governo para a produção de veículos produzidos na Espanha envolvidos no escândalo.

UE discute escândalo

Os ministros da Indústria da União Europeia (UE) discutem hoje (1º) o escândalo em que está envolvida a fábrica alemã de automóveis Volkswagen pela manipulação dos testes de emissões de gases poluentes, informou o porta-voz Ricardo Cardoso.

Segundo ele, a questão vai ser debatida no Conselho da Competitividade, com a comissária para o Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e Pequenas e Médias Empresas, Elzbieta Bie kowska, e as autoridades nacionais de homologação de veículos a motor nos próximos dias.

O executivo local pediu aos Estados-Membros que façam a "a necessária investigação em nível nacional" e encaminhem as informações a Bruxelas.

A Comissão Europeia precisa obter uma imagem clara do número de veículos certificados que foram equipados com dispositivos falsificados, proibidos por lei desde 2007, acrescentou a fonte.

O porta-voz disse ainda que "é uma questão da correta aplicação por parte das autoridades dos Estados-Membros" de regras existentes e que os países devem tomar medidas para garantir que não são usados dispositivos manipulados.

"O controle da situação é uma obrigação das autoridades dos Estados-membros", acrescentou, destacando que Bruxelas "não vai tolerar a fraude" e espera o cumprimento rigoroso da lei.

Fontes europeias afirmaram que é preciso aguardar para ver se a CE apresenta hoje qualquer proposta concreta, mas descartaram a possibilidade de ser divulgada qualquer declaração ou documento formal na reunião dos ministros.

A Volkswagen provocou na semana passada a indignação mundial quando admitiu que 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo estão equipados com dispositivos que ativam controles de poluição durante os testes, que automaticamente são desligados quando o carro está em movimento.

Na última sexta-feira (25), após uma maratona de reuniões de crise, o Conselho de Supervisão da empresa, líder de mercado mundial de automóveis, designou o presidente da Porsche, Matthias Mueller, para substituir Martin Winterkorn como presidente executivo do grupo.

As autoridades alemãs estabeleceram um cronograma até 7 de outubro, exigindo à Volkswagen que garanta até essa data que todos os carros a diesel cumpram as normas nacionais de emissões sem usar a tecnologia que fraudou os resultados dos testes.

Na Coreia do Sul, o fabricante alemão prevê recolher 120 mil carros a diesel. A Volkswagen enviou carta ao Ministério do Ambiente sul-coreano comunicando a decisão, informou o ministério em nota. Ele anunciou também o início de testes em modelos vendidos no país, incluindo o Golf, Audi A3, Jetta e Beetle. Inicialmente realizados em laboratório, os testes vão continuar na estrada a partir de domingo (4).

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