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Ofensiva russa na Síria vai agravar o conflito, alerta coligação liderada pelos EUA

por Redação RBA publicado 02/10/2015 10h37
CC / Christiaan Triebert / Wikimedia Commons
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Investida militar da Rússia em território sírio pode agravar tensões, com consequências ainda imprevistas

São Paulo – Os bombardeios aéreos da Rússia na Síria vão agravar o conflito, advertiram hoje (2) países-membros da coligação contra o Estado Islâmico liderada pelos Estados Unidos. Eles pediram a Moscou que pare imediatamente de atacar forças da oposição síria.

"Essas ações militares constituem nova escalada e só vão gerar mais extremismo e radicalização", afirmam sete países-membros da coligação – Alemanha, Arábia Saudita, Estados Unidos, França, Catar, Reino Unido e Turquia, em declaração divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros turco.

"Pedimos à Federação Russa que cesse imediatamente os ataques contra a oposição síria e os civis", acrescenta a declaração, também publicada nos sites dos ministérios dos Negócios Estrangeiros da Alemanha e França.

Para a coligação, a Rússia deve "centrar os seus esforços no combate ao Isil", sigla alternativa para designar o grupo jihadista Estado Islâmico.

A Rússia tem insistido que os seus bombardeios visam apenas ao Estado Islâmico, mas os Estados Unidos e seus aliados afirmam que outros grupos de oposição ao presidente Bashar Al Assad foram atacados.

A declaração manifesta "profunda preocupação" com os ataques russos que "causaram mortes de civis e não visaram" à organização.

Reduto atacado

Aviões de combate russos bombardearam ontem (1º) a cidade síria de Raqqa, reduto de jihadistas do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no nordeste do país, e destruíram infraestruturas "utilizadas para treinar terroristas", segundo informação anunciada hoje (2) pelo Ministério da Defesa russo.

"Em 1º de outubro, caça-bombardeiros Su-34 atacaram um campo de treinamento do EI e um posto de comando camuflado a sudoeste da cidade de Raqqa", informou o ministério em comunicado.

"Como resultado dos ataques, o posto de comando foi neutralizado e a infraestrutura utilizada para treinar terroristas foi completamente destruída", acrescentou.

O anúncio da Rússia foi feito pouco depois de a organização não-governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos ter informado que pelo menos 12 combatentes do EI morreram em bombardeios contra Raqqa.

Os aviões de combate, que a organização disse desconhecer se eram russos ou da coligação internacional, bombardearam a área nove vezes.

Entre os mortos há combatentes sírios e de outras nacionalidades, assim como um comandante iraquiano e outro tunisiano.

A aviação russa iniciou na quarta-feira (30) ataques aéreos na Síria. Moscou garante que os alvos são posições do Estado Islâmico, mas os primeiros bombardeios foram nas províncias de Idleb, no Nordeste, Homs e Hama, no centro da Síria, tendo visado aparentemente grupos da oposição moderada, apoiados e treinados pelos Estados Unidos.

Com reportagens da Agência Brasil