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Esquerda latino-americana está alerta contra planos da direita

Declaração final do 2º Encontro Latino-Americano Progressista (Elap) denuncia tentativa de derrubada de governos legitimamente eleitos
por Portal Vermelho publicado 01/10/2015 12h21
Declaração final do 2º Encontro Latino-Americano Progressista (Elap) denuncia tentativa de derrubada de governos legitimamente eleitos
Vicente Costales/Prensa Latina
Elap

Documento aprovado por dirigentes da esquerda latino-americana busca fortalecer a luta anti-imperialista

Portal Vermelho – Terminou ontem (30) o 2º Encontro Latino-Americano Progressista (Elap 2015), realizado no Equador. Durante três dias de intenso debate, a esquerda refletiu sobre formas de frear as atuais tentativas de desestabilização dos governos progressistas do continente orquestradas pela direita internacional.

Na declaração final, firmada por representantes de mais de 60 partidos e movimentos políticos de 30 países menciona, em particular, os casos do Equador, Brasil, El Salvador e Venezuela, onde há alguns meses a direita vem colocando em prática estratégias cujo objetivo é derrubar as autoridades eleitas pelo povo.

O documento foi enfático em defender a Revolução Cidadã – projeto político liderado pelo presidente Rafael Correa desde 2007 no Equador – frente a qualquer ação desestabilizadora que possa, por meio da violência e de vias antidemocráticas, tomar o poder. Destaca também o projeto de lei do Equador que cobra impostos sobre grandes fortunas, desta forma os participantes prometeram aprofundar a discussão sobre a distribuição da riqueza e a igualdade, a fim de impulsionar a justiça social.

O reestabelecimento das relações entre Cuba e Estados Unidos também foi contemplado no documento que exige o fim do bloqueio à ilha e a devolução do território cubano ocupado ilegalmente com a Base Militar de Guantánamo.

Os dirigentes presentes no evento destacaram ainda o avanço nos acordos de paz na Colômbia e impulsionam um diálogo diplomático entre a Venezuela e a Guiana para resolver as atuais diferenças territoriais. Ainda sobre conflitos, o documento reconhece o esforço realizado pelo Equador, atualmente na presidência pro tempore da Celac, no processo de encontrar uma solução para os problemas fronteiriços entre Venezuela e Colômbia.

A esquerda latino-americana apoia também a luta da Argentina pela devolução do território das Malvinas, ocupado pelo Reino Unido; defende a luta pela independência de Porto Rico e denuncia a impunidade que rodeia o caso dos 43 estudantes desaparecidos no México.

Ao final, o documento faz um pedido à ONU para agregar na Agenda 2030 um item relacionado ao livre trânsito de pessoas. Os dirigentes ratificaram a determinação em fortalecer e consolidar o evento anual como um espaço de debate, reflexão e articulação das esquerdas do continente e do mundo.

O presidente Rafael Correa afirmou que a unidade dos povos é a única via para enfrentar a restauração conservadora em marcha na região.

Ouça também o comentário de Emir Sader para Rádio Brasil Atual sobre o encontro: