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'Democracia não pode ser chantageada', diz Tsipras após referendo dizer 'não' a credores

Para primeiro-ministro grego, saída da zona do euro é discussão que está 'completamente fora da mesa'
por Opera Mundi publicado 05/07/2015 18h16, última modificação 05/07/2015 18h55
Para primeiro-ministro grego, saída da zona do euro é discussão que está 'completamente fora da mesa'
Makis Sinodinos/fotos públicas
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Com mais de 94% dos votos apurados, o "não" venceu o referendo com 61,44% dos votos contra 38,56% do "sim"

Os gregos decidiram hoje (5) rejeitar as propostas feitas pelos credores internacionais. Com mais de 94% dos votos apurados, o "não" venceu o referendo com 61,44% dos votos contra 38,56% do "sim", segundo dados divulgados pelo ministério do Interior do país.

Após o resultado, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, declarou nesta noite que a consulta popular “prova que a democracia não poder ser chantageada”. “Os gregos tomaram uma medida corajosa e é esta que irá mudar o debate na Europa”, afirmou.

Em pronunciamento em rede nacional, o chefe de Governo ainda disse que não há “soluções fáceis”, mas “soluções justas” , que devem ser buscadas e encontradas, se os dois lados quiserem isso.

Tsipras ainda anunciou que a votação de hoje não significa que Atenas esteja saindo da zona do euro, como muitos temem. “Nós devemos tirar essa questão fora da mesa completamente”, insistiu o premiê.

O chefe de Governo explicou ainda que seu governo reiniciará amanhã as negociações com os credores internacionais para tentar chegar a um acordo e destacou que a prioridade é a reabertura dos bancos e o retorno da estabilidade financeira.

"Quero agradecer a todos, independentemente em que votaram. Agora é preciso restabelecer a coesão social", declarou.

Repercussão

Após o resultado, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, pediram a convocação de uma cúpula europeia extraordinária na próxima terça (7). A decisão foi feita depois que os dois líderes se telefonaram.

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