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Para Emir Sader, oposição no Uruguai acirra discurso conservador

No próximo domingo, os uruguaios vão às urnas votar para o primeiro turno presidencial

iván Franco/efe
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Jovem faz campanha, no centro de Montevidéu, para a Frente Ampla

São Paulo – Emir Sader, cientista político e sociólogo, disse hoje (23) à Rádio Brasil Atual que o discurso conservador está disputando espaço nas eleições presidenciais no Uruguai. “A oposição conseguiu emplacar um plebiscito sobre a redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, o que acaba acirrando discurso conservador da segurança pública.”

No próximo domingo, os uruguaios vão votar para o primeiro turno presidencial e, também, se pronunciar se são favoráveis à redução da idade penal ou não. Tabaré Vásquez, presidente do Uruguai entre 2005 e 2010, da coalizão governante de esquerda da Frente Ampla, está na frente nas pesquisas, com 43% das intenções de voto.

Em segundo lugar aparece o deputado Luis Lacalle Pou, do conservador Partido Nacional, ou “Blanco”, principal força da oposição, com 30% nos índices. Seguido dele, com 15%, aparece o senador Pedro Bordaberry, do Partido Colorado.

Lacalle Pou representa a força do discurso conservador de apoio à redução da maioridade penal. “Então, isso também não é favorável ao governo, porque está sendo discutido paralelamente não só a segurança, mas uma medida central”, diz Sader. Para o cientista político, Vásquez deve vencer, mas as transferências de votos são “imprevisíveis”.

Mujica deixará a Presidência da República com altos níveis de popularidade. Com 79 anos e problemas de saúde derivados de uma década em que ficou preso em duras condições antes e durante a ditadura uruguaia (1975-1985), o presidente aceitou liderar a lista ao Senado de sua corrente dentro da Frente Ampla, o Movimento de Participação Popular (MPP).

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