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Na Venezuela, chavistas e opositores saem às ruas nesta terça. Tensão aumenta

Maduro de um lado e López, de outro, tentam evitar confronto, mas clima de enfrentamento cresce sob rumores de proximidade de um golpe de Estado

EFE/HUMBERTO MATHEUS
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Venezuela vive aumento da tensão provocada por oposição, que pode levar país a golpe de Estado

Caracas – Em meio a uma escalada de tensão após dias consecutivos de protestos na Venezuela, o opositor Leopoldo López mudou o ponto de partida da marcha que convocou para esta terça-feira (18), em Caracas, por meio de um vídeo. O anúncio da mudança veio após o presidente Nicolás Maduro chamar uma marcha de trabalhadores petrolíferos que deverá sair da Praça Venezuela, mas rumo ao Palácio de Miraflores. A modificação impede que as duas manifestações saiam do mesmo local.

Contra López, dirigente do partido Vontade Popular, pesa uma ordem de captura emitida pela Justiça venezuelana, já que é acusado pelo governo de ser o autor intelectual da violência em protestos, que deixaram três mortos e dezenas de feridos na última quarta-feira (12).

Ontem, o prefeito do município de Libertador, Jorge Rodríguez, onde ocorreria todo o trajeto da marcha do opositor, afirmou que esta não foi autorizada. “O fascismo não vai entrar amanhã (hoje) no município Libertador (…) não vamos permitir que estejam instaurando expedientes de violência na cidade de Caracas”, afirmou Rodríguez na noite de ontem, sobre o município que abriga o centro de Caracas e é onde está localizado o ministério de Interior e Justiça. O governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) também convocou a população a se dirigir às praças Bolívar do país, e anunciou atividades “pela paz”.

Maduro denunciou, na noite deste domingo (16), planos “da ultradireita” para assassinar o dirigente López “para provocar uma tragédia” e colocar a culpa no governo. “Senhor Leopoldo López, aceite a mediação que a Promotoria iniciou, que eu como chefe de Estado apoio, para que não haja show, para que [sua entrega] seja com segurança”, disse.