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Moradia

Cidade dos EUA consegue instrumento para proteger de bancos os cidadãos envididados

Richmond conseguiu na justiça o direito de se apropriar de imóveis cujos compradores estejam em dificuldades para evitar que sejam expulsos das moradias pelas instituições do sistema financeiro
por Redação RBA publicado 16/09/2013 16h11, última modificação 16/09/2013 17h19
Richmond conseguiu na justiça o direito de se apropriar de imóveis cujos compradores estejam em dificuldades para evitar que sejam expulsos das moradias pelas instituições do sistema financeiro
CC/carealstate
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Imóveis desapropriados em Richmond agora poderão voltar aos compradores, com intervenção do poder público

São Paulo – A prefeitura da cidade de Richmond, na Califórnia, ganhou o direito de usar um instrumento jurídico que permite apropriar-se de imóveis cujos compradores estejam em dificuldades para saldar suas hipotecas junto aos bancos credores. A medida foi anunciada na última quarta-feira (11).

O conselho da cidade votou a favor da medida que ajuda os proprietários de imóveis da cidade a manter suas casas, já que, desde a crise de 2008, muitos deles perderem suas moradias para os bancos, apesar de, em muitos casos, o valor de mercado dos imóveis ser inferior ao de suas hipotecas, infladas pela especulação financeira.

Segundo o jornal norte-americano The Huffington Post, quase metade dos 103 mil moradores da cidade estavam devendo altos valores aos bancos. A publicação afirma também que, com o novo instrumento, a prefeitura ajudará os proprietários a pagar por seus imóveis, que estão sob poder dos investidores de Wall Street.

Para a diretora-executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Rita Berlofa, a medida adotada pela cidade californiana é “revolucionária”. “É uma atitude corretíssima, porque a população consegue manter seus imóveis pagando um preço justo e a prefeitura mantém seu nível de arrecadação para cumprir seu papel de desenvolvimento social”, definiu, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Ainda segundo a dirigente sindical, a medida tende a influenciar outros administradores e cidadãos de outras cidades. “Nessa crise toda quem teve ajuda estatal foram os bancos e não houve nenhuma contrapartida social. Agora, o prefeito e o conselho da cidade enfrentaram os conservadores e votaram a favor dos munícipes, a favor do povo. Isso levará a compradores de imóveis em outros municípios a pressionar administradores e prefeitos a adotar a mesma medida”, disse.

Desde a crise de 2008, muitos proprietários perderam seus imóveis para os bancos e tentam, até hoje, negociar a permanência na moradia.

Confira aqui a reportagem completa de Terlânia Bruno.