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OIT apela para países do G20 investirem em emprego

políticas públicas
por Mariana Branco, da Agência Brasil publicado 17/07/2013 19h52, última modificação 17/07/2013 19h52
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Brasília – A Organização Internacional do Trabalho (OIT) fez um apelo hoje (17) aos países do G20 para que invistam em políticas de criação de emprego. O organismo divulgou nota sobre o assunto na véspera de reunião dos ministros de Trabalho e Emprego do G20, que ocorre amanhã (18) e sexta-feira (19) em Moscou, na Rússia. Além disso, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, apresentou as conclusões de estudos feitos pelo organismo em parceria com a Organização para Cooperação e Desenvolimento Econômico (OCDE).

Um relatório conjunto da OIT e OCDE aponta quais políticas adotadas pelos países do G20 desde 2010 no combate ao desemprego foram consideradas exitosas. Entre elas, aumento do investimento em infraestrutura para promover crescimento econômico, melhora dos salários mínimos para enfrentamento da pobreza e desigualdade, fortalecimento da negociação coletiva para alinhar salário e produtividade, ampliação da cobertura dos sistemas de proteção social, programas de capacitação e educação e concessão de subsídios para contratação de grupos vulneráveis.

Na descrição de algumas das medidas, como aumento do investimento em infraestrutura, melhora do salário mínimo e ampliação da proteção social, o Brasil está entre os países citados como exemplo. O dirigente da OIT ressaltou que há espaço para o G20 fazer mais em favor do emprego.

Um levantamento da OIT e OCDE, que será apresentado durante a reunião dos países do G20, destaca que a taxa de desemprego é superior a 7% em oito países do grupo e supera os 25% na Espanha e na África do Sul. Ainda de acordo com o estudo, o desemprego está abaixo de 5% somente em quatro países – China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Nos 12 meses que precederam o primeiro trimestre deste ano, a taxa aumentou em países nos quais já era elevada, principalmente na França, Itália e Espanha.

De acordo com Guy Ryder, cinco anos após a eclosão da crise financeira, o desemprego mantém-se em níveis “inaceitavelmente altos”. O diretor-geral destacou que o Fundo Monetério Internacional (FMI) voltou a revisar para baixo o prognóstico de crescimento global para 2013 e 2014. “Isso significa que não podemos esperar melhoras significativas na situação do emprego a menos que os países adotem políticas mais ambiciosas para enfrentar o déficit de postos de trabalho”, declarou, em entrevista coletiva.