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General brasileiro vai comandar força de paz da ONU no Congo

Carlos Alberto dos Santos Cruz já esteve à frente das tropas no Haiti, entre 2007 e 2009
por Redação RBA publicado 17/05/2013 17h20
Carlos Alberto dos Santos Cruz já esteve à frente das tropas no Haiti, entre 2007 e 2009
©Divulgação/ONU
general santos cruz

O general Carlos Alberto Santos Cruz

São Paulo – O general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, de 61 anos, foi nomeado novo comandante das forças de paz da ONU na República Democrática do Congo (Monusco), segundo nota emitida hoje (17) pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Ele substitui o indiano Chander Prakash Wadhwa, que deixou o comando em 31 de março.

Santos Cruz possui mais de 40 anos de experiência militar nacional e internacional. Antes da nomeação, ele era assessor especial da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Foi vice-comandante do Centro de Operações Terrestres do Exército de abril de 2011 a março de 2013 e comandante da II Divisão do Exército de 2009 a 2011.

O general também comandou a missão de paz no Haiti (Minustah) de janeiro de 2007 a abril de 2009.

Ele é bacharel em Engenharia Civil pela Universidade Católica de Campinas e graduado na Academia Militar das Agulhas Negras.

“Quando no terreno é que sem tem uma ideia um pouco mais real da situação. Mesmo assim, você tem uns princípios que precisam ser perseguidos. Um deles é que o mandato da ONU é bastante específico nos objetivos dele. E, nós vamos utilizar e mobilizar as tropas presentes no país, de diversas nacionalidades, vamos mobilizar toda esta força para que possamos cumprir com o mandato do Conselho de Segurança”, afirmou o general em entrevista à Rádio ONU, em Brasília.

Entre as metas da missão, disse Santos Cruz, está a integração social e cultural das forças com a população do Congo.

“Uma missão de paz é extremamente complexa. Você não pode se limitar às obrigações que estão especificadas. É preciso prestar o auxílio que for necessário. É preciso sair dos seus limites e fazer o que for necessário. Todo tipo de benefício de integração social ou cultural com a população, para que a população perceba que as Nações Unidas estão lá para levar uma situação mais confortável, de paz, para que a pessoa possa ter uma vida compensadora num ambiente difícil”, disse.

A Monusco está na República Democrática do Congo desde julho de 2010. O governo do país enfrenta rebeldes do grupo denominado M23. Segundo relatório da ONU, seria responsável por diversas violações aos direitos humanos contra a população civis em áreas ocupadas por eles, assim como membros das Forças Armadas que se renderam.

Com informações da ONU e de agências

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