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Com viagem por Brasil, Argentina e Uruguai, Maduro busca união 'integral' entre países do Mercosul

Em Montevidéu
por da Agência EFE publicado 07/05/2013 13h32, última modificação 07/05/2013 13h46
Em Montevidéu
Maduro chega ao Uruguai

"O século XXI é o século da libertação e da união", disse Maduro em Montevidéu (Foto: governo da Venezuela)

Montevidéu – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, defendeu hoje (7) a "multiplicação" da integração latino-americana ao iniciar uma viagem por Uruguai, Argentina e Brasil, a qual, segundo disse, tem como objetivo construir uma união "integral". Segundo Maduro, sua visita pretende "ratificar o caminho de união com o Uruguai, com o Mercosul, de construção de um mapa estratégico integral" com uma "união no comercial, no agrícola, no energético, no cultural, no humano, de união profunda".

"O século XIX foi o século da divisão e em que conquistamos a primeira parte da independência; o século XX foi o século do domínio imperial, das ditaduras, do saque dos nossos países. O século XXI é o século da libertação e da união, por isso estamos aqui", avaliou Maduro em suas primeiras declarações.

O presidente venezuelano, que em várias ocasiões mencionou o falecido Hugo Chávez, seu antecessor, chegou a Montevidéu às 9h e se dirigiu diretamente ao hotel onde ficará hospedado. Além de dezenas de jornalistas, à porta do hotel estavam cinco mulheres com grandes fotos de Chávez e cartazes com os dizeres "Viva a Venezuela". Ao verem Maduro, elas passaram a gritar um lema em menção "à revolução que avança pela América Latina".

Ele disse afirmou que as "pegadas frescas" de Chávez são notadas em toda a América Latina. "Ele veio para construir uma nova América Latina, nos deixou uma pátria grande. Temos que preservá-la, ampliá-la e multiplicá-la", disse Maduro poucos minutos após chegar a Montevidéu.

O Uruguai é a primeira escala de uma rápida viagem pelos países-membros do Mercosul, à exceção do Paraguai, atualmente suspenso do bloco. Na quarta-feira, o líder venezuelano se reunirá com a presidente argentina, Cristina Kirchner, em Buenos Aires, e na quinta-feira chegará a Brasília para encontrar-se com Dilma Rousseff.

A Venezuela deverá assumir a presidência temporária do Mercosul pela primeira vez em 28 de junho, na cúpula de Montevidéu. O Paraguai está suspenso do bloco desde o ano passado, após seu Parlamento destituir o presidente Fernando Lugo. Essa suspensão possibilitou o ingresso formal da Venezuela, até então travado pela oposição do legislativo paraguaio.