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Brasileiro Roberto Azevêdo é designado oficialmente diretor-geral da OMC

Em Genebra
por Agência EFE publicado 14/05/2013 08h47, última modificação 14/05/2013 10h41
Em Genebra
Elza Fiúza/ABr
Azevêdo da OMC

O brasileiro que passará a comandar a Organização Mundial do Comércio, Roberto Carvalho de Azevêdo

 

Genebra O diplomata brasileiro Roberto Azevêdo foi designado nesta terça-feira oficialmente como novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) em um ato onde prometeu trabalhar com determinação para conseguir que a entidade "recupere seu papel e sua preeminência".

O Conselho Geral do organismo, principal órgão deliberativo, se reuniu para designar, desta vez oficialmente, seu recém-eleito dirigente máximo. Azevêdo foi escolhido após um processo de seleção entre nove candidatos que se candidataram ao cargo e que em três rodadas sucessivas foram descartados até que só ficou seu nome.

O diplomata é atualmente embaixador do país perante a OMC e, como tal, participou hoje do Conselho Geral, momento que aproveitou para agradecer aos membros seu apoio, mas também para lhes dizer brevemente quais serão suas prioridades quando tomar posse do cargo.

"Trabalhei nesta e com esta organização de continuamente durante os últimos 15 anos. E (já) a vi em estado melhor que agora", disse Azevedo em seu discurso. "Prometo a todos os membros que trabalharei com eles, com inquebrantável e forte determinação, para readquirir o papel e a preeminência que se merece e que deve ter".

Além disso, se referiu à próxima reunião ministerial da entidade, que será em Bali em dezembro. "É um acontecimento importante para a organização nesta situação crítica, está logo na esquina e não temos tempo a perder", disse. O diplomata não aprofundou mais no tema, mas alertou que "esta conversa" seguirá em setembro, quando assumir oficialmente o cargo em substituição do francês Pascal Lamy.

A Lamy, que comandou a organização durante os últimos oito anos, Azevêdo fez elogios e agradeceu publicamente que o francês tenha oferecido ajuda durante o período de transição, daqui até o final de agosto. Em relação ao processo de seleção, Azevêdo o defendeu argumentando que um sistema que procura o consenso é muito mais "legítimo" e mais inclusivo que uma eleição direta entre dois ou mais candidatos.

"O processo foi, sem dúvida, totalmente inclusivo e os membros - sem exceções - tiveram a oportunidade de expressar suas preferências através dos vários níveis das consultas", asseverou. "Chegar a um consenso é muito mais complexo que contar votos. Requer que todas as delegações participem de forma construtiva e de boa fé nas consultas. Mas a maior vantagem de uma decisão obtida por consenso é que dá legitimidade à eleição", concluiu.

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