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'Não há hipótese de retrocesso', diz Lula sobre mudanças na América Latina

O ex-presidente esteve em Montevidéu para participar de um debate sobre os avanços e novos desafios dos governos progressistas e do movimento sindical latino-americano
por Redação da RBA publicado , última modificação 05/04/2013 13h06
O ex-presidente esteve em Montevidéu para participar de um debate sobre os avanços e novos desafios dos governos progressistas e do movimento sindical latino-americano

Lula e Mujica participaram de debate em Montevidéu (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem (4) em Montevidéu, no Uruguai, que os governos progressistas latino-americanos apenas começaram, na última década, a corrigir os equívocos cometidos durante 500 anos na região. "Não há hipótese de retrocesso", defendeu o petista, manifestando confiança em que a população mais pobre, que melhorou de vida, irá demandar novos avanços.

Lula esteve em Montevidéu, no Uruguai, para participar de um debate sobre os avanços e novos desafios dos governos progressistas e do movimento sindical da América Latina e Caribe. O evento foi promovido pela Fundação alemã Friedrich Ebert (FES) e contou com a participação do presidente uruguaio, José Mujica, e do secretário geral da Confederação Sindical dos Trabalhadores/as das Américas (CSA), Victor Báez Mosquera.

O plenário estava composta por sindicalistas de 17 países e pela secretária executiva da Comissão Econômica das Nações Unidas para América Latina e Caribe (Cepal), Alicia Barcena, além de especialistas e políticos da região. No debate, Lula mencionou as atividades do Instituto Lula para o desenvolvimento de uma doutrina que estimule avanços no processo de integração latino-americana.

Mujica reforçou a necessidade do Mercosul e América Latina avançarem na integração regional, além de intensificar as trocas comerciais. "A integração é mercado e muito mais. E tem que ser construída. O mercado não vai integrar nada", defendeu o presidente uruguaio. Bárcena apontou a importância das políticas brasileiras de transferência de renda, desenvolvimento regional e valorização do salário mínimo para a redução de pobreza no país e no continente. A secretária executiva da Cepal lembrou ainda que na última década 57 milhões de pessoas saíram da pobreza na América Latina.

Lula apontou em um cálculo feito rapidamente, que os 9,5 trilhões de dólares gastos pela Europa e os Estados Unidos com a crise financeira, junto com os 1,7 trilhão de dólares gastos nos 10 anos da Guerra do Iraque, seriam suficientes para sustentar um programa similar ao Bolsa Família para todos os pobres do mundo por 150 anos. “O que foi feito no Brasil pode ser feito em outros países”, disse o ex-presidente, lembrando que, em 2003, quando lançou o Fome Zero, não existiam folgas orçamentárias para criar o programa.

Com informações do Instituto Lula

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