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Governo da Argentina lança marca própria de roupas para tentar conter alta de preços

Nacional y Popular (NyP) será lançada em 25 de maio, Dia da Independência, e terá peças de roupa com preços 30% menores e teto equivalente a R$ 38
por Redação da RBA publicado , última modificação 18/04/2013 13h16
Nacional y Popular (NyP) será lançada em 25 de maio, Dia da Independência, e terá peças de roupa com preços 30% menores e teto equivalente a R$ 38

A inflação oficial no ano passado foi de 10,8%, mas há forte descrédito sobre o trabalho do instituto de estatísticas (Foto: Telam)

São Paulo – O governo da Argentina vai lançar no próximo mês uma marca própria de roupas como forma de empurrar para baixo os preços no setor. A estimativa é de que Nacional y Popular (NyP) venda calçados, calças, camisas, camisetas e meias com preços até 30% mais baixos que os das empresas tradicionais. 

Em reunião realizada ontem (17), o secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, acertou que as cadeias de supermercados adaptarão os preços das marcas próprias aos da NyP. Segundo o jornal Página12, a Casa Rosada tenta com isso criar um novo piso de referência para o setor, mas existe o risco de que a produção tenha quantidade insuficiente para cumprir esta tarefa. A ideia é que nenhuma peça custe mais de 100 pesos – equivalente a R$ 38. Descontados impostos e gastos, os supermercadistas terão uma margem de lucro de 15%. 

O governo vai lançar a iniciativa em 25 de maio, Dia da Independência. Trata-se de uma nova tentativa de conter a alta de preços, uma questão histórica da economia argentina e que não foi resolvida pelos governos de Néstor e Cristina Fernández de Kirchner. Este ano, o governo acertou com as grandes redes de mercados o congelamento de preços por dois meses. 

A inflação oficial no ano passado foi de 10,8%, mas ao menos desde 2007 há suspeitas de manipulação por parte do Instituto Nacional de Estatísticas. O governo nunca admitiu oficialmente a situação, embora a sensação de alta de preços seja bastante evidente para a população.

Também para combater o problema, o governo tenta acertar a criação de uma marca própria de cartão de crédito. A taxa de juros da Supercard terá teto de 22% de juros ao ano, em uma tentativa de forçar as outras empresas a baixarem as taxas exercidas. A subsecretária de Defesa do Consumidor, Pimpi Colombo, se reuniu ontem com representantes do setor de supermercados para debater a implementação do novo cartão.

"Parte da renda tomada pelo setor financeiro vai agora para o comércio e o consumo", disse. "Aos supermercadistas lhes convém que baixem as comissões, que a Argentina tenha um mercado interno forte." Ela acrescentou que o governo tem uma avaliação positiva do congelamento de preços, embora reconheça se tratar de uma ferramenta transitória de controle.

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