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Para Bento 16, casamento gay, aborto e eutanásia 'atentam' contra a paz

Na mensagem que lerá em 1º de janeiro, papa também faz duras críticas ao neoliberalismo e sugere adoção de um novo modelo econômico
por Redação da RBA publicado 14/12/2012 16h23, última modificação 14/12/2012 17h15
Na mensagem que lerá em 1º de janeiro, papa também faz duras críticas ao neoliberalismo e sugere adoção de um novo modelo econômico

O papa Bento XVI falará em 'ofensas' contra 'princípios da natureza' (Foto: Tony Gentile/Reuters)

São Paulo – Na mensagem de Ano Novo que lerá no próximo dia 1º de janeiro, o papa Bento 16 dirá que práticas como união homossexual, o aborto e eutanásia são “antinaturais” e que seus defensores, mesmo sem “se dar conta”, atentam contra a paz mundial.

O texto da mensagem foi divulgado hoje (14) pela Agência de Notícias do Vaticano, durante conferência de imprensa. “Quem deseja a paz não pode tolerar atentados e crimes contra a vida”, diz a mensagem, referindo-se particularmente ao aborto e à eutanásia.

“(...) Como se pode pensar em realizar a paz, o desenvolvimento integral dos povos ou a própria salvaguarda do ambiente, sem estar tutelado o direito à vida dos mais frágeis, a começar pelos nascituros? Qualquer lesão à vida, de modo especial na sua origem, provoca inevitavelmente danos irreparáveis ao desenvolvimento, à paz, ao ambiente”, afirma o texto. 

Mas adiante, o papa ataca o casamento gay. “Também a estrutura natural do matrimônio, como união entre um homem e uma mulher, deve ser reconhecida e promovida contra as tentativas de a tornar, juridicamente, equivalente a formas radicalmente diversas de união que, na realidade, a prejudicam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu carácter peculiar e a sua insubstituível função social”.

Segundo Bento 16, a “negação” dos “princípios da natureza humana” constituem uma “ofensa” e uma “ferida grave infligida à justiça e à paz”.

Crise econômica

A mensagem papal também abordará a crise econômica internacional, aqui com fortes críticas ao sistema financeiro e ao modelo neoliberal, que levaram à recessão atual, sobretudo na Europa.

“O modelo que prevaleceu nas últimas décadas apostava na busca da maximização do lucro e do consumo, numa ótica individualista e egoísta que pretendia avaliar as pessoas apenas pela sua capacidade de dar resposta às exigências da competitividade”, afirma.

O texto defende a adoção de um novo modelo econômico: “No âmbito econômico, são necessárias – especialmente por parte dos Estados – políticas de desenvolvimento industrial e agrícola que tenham a peito o progresso social e a universalização de um Estado de direito e democrático. Fundamental e imprescindível é também a estruturação ética dos mercados monetário, financeiro e comercial; devem ser estabilizados e melhor coordenados e controlados, de modo que não causem dano aos mais pobres”.

Clique aqui para ler a íntegra da mensagem papal.