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Dilma encerra viagens de 2012 fortalecendo relação com russos

por Opera Mundi publicado , última modificação 15/12/2012 17h09

Dilma Rousseff faz desfile solene ao deixar Moscou, em sua última viagem internacional deste ano (Roberto Stuckert Fº/PR)

A presidenta Dilma Rousseff deixou a Rússia e embarcou para o Brasil neste sábado (15) de manhã, encerrando a sua agenda de viagens internacionais de 2012.  A visita política a Moscou durou apenas 58 horas e foi marcada por um forte discurso de aproximação entre os parceiros estratégicos do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China).

Em todos os pronunciamentos na capital russa, Dilma enfatizou a importância de que os dois países unam esforços para que a multipolaridade do mundo seja refletida nas organizações internacionais, como o FMI e a ONU. Temos “visões convergentes  (...) e nossos países defendem um mundo (...) que reflita as profundas transformações pelas quais passa a humanidade”.

O “significativo progresso material experimentado” pela Rússia e pelo Brasil na última década também foi mencionado repetidas vezes pela presidenta Dilma, tanto no discurso de encerramento do II Fórum Empresarial Brasil-Rússia, no hotel Ritz Carlton, quanto no encontro bilateral com o presidente Vladimir Putin, no Kremlin, ambos na tarde de sexta-feira (14).
Dilma e Putin assinaram no total sete acordos bilaterais nas áreas de cooperação em defesa e na organização de megaeventos esportivos. Dilma não conseguiu suspender o embargo da Rússia à carne suína de três estados brasileiros (MT, RS e PR). Os russos continuarão analisando se o Brasil cumpre com todos os requisitos sanitários exigidos pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal, na sigla em francês).

Política externa

O conflito na Síria também fez parte da agenda das conversas entre Rússia e Brasil. Dilma foi categórica: "O Brasil acha que não existe solução militar para o conflito sírio. Aqueles que defendem a solução dos conflitos através das armas têm tido grandes problemas". Como exemplo, a presidenta citou o Afeganistão, o Iraque e a Líbia”

A presidenta afirmou que as intervenções, na maioria dos casos, em vez de estabilizar, criam mais impasses e conflitos que duram muito tempo. E disse ainda que "o governo de Damasco é o maior responsável pelo início dos conflitos armados, mas as oposições no país são muitas vezes armadas por potências externas".