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Rafael Correa confirma candidatura à reeleição em 2013 contra 'Estado burguês'

Presidente coloca aumento da base na Assembleia Nacional como meta para poder aprovar as reformas dos meios de comunicação e do desenvolvimento urbano
por Redação da RBA publicado , última modificação 10/11/2012 18h53
Presidente coloca aumento da base na Assembleia Nacional como meta para poder aprovar as reformas dos meios de comunicação e do desenvolvimento urbano

O presidente pediu aos correligionários que não adotem a postura do salto alto nas eleições (Foto: Maurício Muños. Arquivo Presidência)

São Paulo – O presidente do Equador, Rafael Correa, foi oficializado hoje (10) como candidato da Aliança País às eleições presidenciais de 17 de fevereiro de 2013. Durante convenção realizada em um estádio com 20 mil pessoas no sul da capital Quito, confirmou-se ainda o ministro de Setores Estratégicos, Jorge Glas Espinel, na condição de vice.

“Se eu posso ser a pessoa com maiores garantias da história presente, aqui estamos prontos para defender a pátria”, afirmou o presidente, que governa o país desde 2007, colocando fim a um longo período de instabilidade. “Nós fizemos muito, mas ainda há mais para ser feito, para tornar um Estado burguês em um verdadeiro Estado popular, que servirá a todos, especialmente aos pobres. É por isso que nós aceitamos a indicação.”

Correa afirmou que acredita ter a capacidade de deixar um país melhor para todos na prestação de serviços e na igualdade social. O presidente deixou claro ainda que espera construir uma “contundente maioria” na Assembleia Nacional, para poder governar com tranquilidade até 2017. Para ele, a dificuldade no Legislativo foi “o maior problema dos últimos anos”, freando a aprovação de projetos importantes, como a Lei de Meios e o desenvolvimento urbano.

Também aprovado durante a convenção em Quito, o plano de governo para o eventual segundo mandato é formado por dez pontos, que somam os cinco já existentes a outros cinco com a função de “aprofundar a revolução cidadã”. “Trabalhamos estes meses para atualizar e expandir o programa de governo. Não vamos apenas esquentar o assento, vamos cumprir e cumprir as propostas que faremos na campanha eleitoral. Isso é democracia”, ressaltou Correa, pedindo que seus correligionários não aceitem a condição de favoritos e trabalhem “como se não tivéssemos um voto”.

Uma das metas do novo mandato, indicou o presidente, será trabalhar pela regulamentação de pontos pendentes da nova Constituição, aprovada em 2008. Entre os novos eixos, a Aliança País quer garantir uma mudança no campo da ciência e tecnologia, da organização das cidades e das atividades culturais.

Para Correa, nos últimos anos foi possível, graças ao desmonte do “aparelho neoliberal”, obter progressos na cultura do trabalhador, resgatando “a supremacia do trabalho sobre o capital”, e na área social, com valorização das áreas de educação e habitação. “Doa a quem doer, antes se socializavam as perdas. Agora se socializam os ganhos.”

Economista de 49 anos, formado nos Estados Unidos, Correa chegou ao Palácio de Carondelet em 2007. Em 2009, por conta da aprovação da nova Constituição, candidatou-se e ganhou o direito de exercer um novo mandato.