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PC Chinês inicia congresso que escolherá novo presidente do país

Encontro de uma semana reúne cúpula do Partido Comunista e mais de dois mil delegados
por Renata Giraldi, da Agência Brasil publicado 08/11/2012 09h03, última modificação 08/11/2012 09h05
Encontro de uma semana reúne cúpula do Partido Comunista e mais de dois mil delegados

Membros do PC chinês durante coletiva de imprensa antes do início do Congresso (Foto: China Daily/Reuters)

Brasília – Por uma semana, os líderes chineses se reúnem no 18º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCC) para definir os novos rumos políticos e econômicos do país. O encontro, que reúne a cúpula política chinesa, incluindo 2.270 delegados, vai até o dia 14. Durante o congresso serão escolhidos os líderes políticos do país. O atual vice-presidente, Xi Jinping, deverá substituir o presidente Hu Jintao no comando do país e do PCC, dando início a uma nova geração de líderes.

Na segunda quinzena do mês, devem ser definidas as composições do Politburo (a cúpula do partido, com 25 membros) e do Comitê Permanente (com nove integrantes). Na abertura do congresso hoje (8), o presidente Hu Jintao apresentou um relatório indicando as prioridades para os próximos anos.

Hu Jintao destacou que o desenvolvimento da economia é fundamental, assim como a manutenção do socialismo e o fortalecimento das Forças Armadas. A China é atualmente uma das maiores economias do mundo e está entre as principais parceiras de vários países, inclusive o Brasil.

No discurso, o presidente reiterou que a China deve “seguir no caminho do socialismo com características chinesas”. “Nossa abordagem global é promover o progresso econômico, político, cultural, social e ecológico. A nossa tarefa geral é alcançar a modernização socialista e a grande renovação da nação chinesa”, ressaltou.

Hu Jintao destacou que o desenvolvimento econômico é uma “tarefa vital para a renovação nacional”. De acordo com ele, o desenvolvimento é a “chave” para resolver os problemas no país. “[O desafio] é como encontrar um equilíbrio entre o papel do governo e o do mercado. Devemos seguir mais de perto as regras do mercado e desempenhar melhor o papel do governo.”

Segundo o presidente da China, é fundamental dar prioridade ao desenvolvimento de áreas rurais, ampliando a infraestrutura e os programas sociais do país. “Temos de manter os esforços para promover a reforma da estrutura política e fazer democracia popular mais ampla”, disse. “Devemos continuar a fazer progresso na garantia de que todas as pessoas tenham preservados os direitos à educação, ao emprego, à assistência médica e apoio para a terceira idade, além de [melhorias na área de] habitação.”

Para Hu Jintao, entre as prioridades do governo também estão o combate à corrupção e a promoção da integridade política. “Funcionários de todos os níveis, especialmente de alto escalão, devem observar o código de conduta sobre o governo limpo e relatar todos os assuntos importantes.”
 
Em disputa com o Japão pelo arquipélago Senkaku/Diaoyu, o presidente disse que a China vai “seguir o caminho do desenvolvimento pacífico”. “Estamos firmes em nossa determinação de defender a soberania da China, a segurança e os interesses de desenvolvimento e nunca ceder a qualquer pressão exterior”, disse.

Detentora do maior Exército do mundo, com mais de 2 milhões de integrantes, a China promete manter como prioridade as Forças Armadas. No discurso, Hu Jintao ressaltou que o tema está entre as prioridades. “A construção de defesa nacional forte e de Forças Armadas poderosas é compatível com a posição internacional da China e satisfaz as necessidades dos seus interesses de segurança e desenvolvimento”, disse.

O presidente chinês também citou a relação com Taiwan, administrada pela China e que tem uma economia relativamente autônoma. Ele reiterou que as relações com Taiwan serão baseadas nas “trocas, no diálogo e na cooperação”, desde que a região não busque a independência nem se desvincule da China.

“Esperamos que os dois lados discutam o estabelecimento de um mecanismo de segurança militar e confiança para manter a estabilidade em suas relações”, ressaltou Hu Jintao.

*Com informações da agência estatal de notícias da China, Xinhua, e da agência pública de notícias de Portugal, Lusa

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