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Estados Unidos contrariam ONU e mantêm embargo a Cuba

Ontem (13), na Assembléia Geral das Nações Unidas, o fim da restrição econômica à ilha recebeu 188 votos; apenas outros dois países votaram ao lado dos EUA
por Redação da RBA publicado 14/11/2012 11h16, última modificação 14/11/2012 12h29
Ontem (13), na Assembléia Geral das Nações Unidas, o fim da restrição econômica à ilha recebeu 188 votos; apenas outros dois países votaram ao lado dos EUA

São Paulo – Apesar de a Assembléia Geral da ONU ter aprovado ontem (13) o fim do embargo dos Estados Unidos a Cuba, o país o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Mark Toner, disse que seu governo manterá a medida em vigor. Desde fevereiro de 1962 Cuba é submetida a restrições econômicas, comerciais e financeiras por parte dos Estados Unidos.

“Nossa política continua em vigo e está focada em criar melhores laços com o povo de Cuba. O governo norte-americano não vai mudar a política em relação ao país", disse Toner.

A manutenção das restrições contraria a resolução da ONU, que há 21 anos condena a medida e recomenda o seu fim. Ontem o fim do embargo foi novamente aprovado, desta vez com 188 votos a favor, três contra (Estados Unidos, Israel e a República de Palau) e duas abstenções (Ilhas Marshall e Micronésia). 

A resolução alerta para os efeitos e danos da manutenção do embargo sobre a população cubana. De acordo com estimativas de Cuba, o embargo imposto pelos EUA tem causado prejuízos para a economia da ilha acima de US$ 1 trilhão, com forte impactos sobre aspectos sociais.

Durante a sessão da ONU, representantes de vários países manifestaram-se. Recentemente, no Peru, a presidenta Dilma Rousseff criticou o embargo e defendeu o fim das restrições.

Com informações da Agência Brasil.

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