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Cientistas exumam corpo de Arafat para investigar morte por envenenamento

Líder palestino morto em 2004 teria sido vítima da substância radiativa polônio 210
por Agência Brasil publicado 24/11/2012 17h57, última modificação 24/11/2012 17h57
Líder palestino morto em 2004 teria sido vítima da substância radiativa polônio 210

Brasília - O corpo do ex-líder palestino Yasser Arafat deve ser exumado na próxima terça-feira (27), segundo autoridades palestinas informaram.Serão realizados testes para saber se a sua morte, em Paris, em 2004, foi causada por envenenamento.

Registros médicos de Arafat dizem que ele teve um derrame resultante de uma doença no sangue. Mas a França iniciou uma investigação de assassinato em agosto, depois de peritos suíços contratados por uma equipe de um documentário encontrarem traços da substância radioativa polônio 210 em objetos pessoais de Arafat.

O chefe investigador Taufik al Tirawi disse que recentemente pediu aos russos para participarem da investigação, já que os palestinos tinham “uma relação histórica” com Moscou.

Enquanto a maioria dos palestinos está certa de que seu líder foi assassinado, há sérias dúvidas sobre a validade dos testes de envenenamento por polônio oito anos após a morte de Arafat. A vida média do polônio é inferior a cinco meses.

Assim que o corpo for retirado do túmulo, cientistas da França, Suíça e Rússia vão colher amostras, informou o ex-chefe de inteligência palestina Tawfik Tirawi.

Os especialistas, então, levarão as amostras a seus respectivos países para serem testadas por polônio 210 e possivelmente outras substâncias letais. O corpo de Arafat será enterrado no mesmo dia com honras militares.

Arafat, que liderou a Organização pela Libertação da Palestina por 35 anos e se tornou o primeiro presidente da Autoridade Palestina em 1996, ficou gravemente doente em outubro de 2004.

Duas semanas mais tarde, ele foi levado a um hospital militar francês em Paris, onde morreu em 11 de novembro de 2004, aos 75 anos.

Sua viúva, Suha, opôs-se a um exame post mortem na época, mas depois pediu à Autoridade Palestina a exumação para “revelar a verdade”.