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Na Venezuela, 18,8 milhões de eleitores decidem entre Chávez e Capriles

por Renata Giraldi e Carina Dourado publicado 07/10/2012 08h43, última modificação 07/10/2012 08h44

Chávez e Capriles, durante últimos atos de campanha à presidência da Venezuela (©Jorge Silva e Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Brasília e Caracas (Venezuela) – Mais de 18,8 milhões de venezuelanos estão aptos para ir hoje (7) às urnas escolher o presidente da República, mas a previsão é que cerca de 14 milhões de eleitores compareçam aos locais de votação. Na Venezuela, o voto não é obrigatório. Depois de 14 anos sob o governo do presidente Hugo Chávez, que tenta o terceiro mandato, o clima é de incerteza. O número de indecisos, segundo as pesquisas de intenção de voto, é elevado. Para analistas políticos, o resultado das eleições venezuelanas é incerto.

O opositor Henrique Capriles Radonski (Mesa de Unidade Democrática) conseguiu o apoio de 14 partidos políticos e faz um discurso antagônico ao de Chávez na busca pelos votos dos insatisfeitos e críticos do atual governo. As últimas pesquisas de intenção de voto mostram os dois candidatos empatados tecnicamente, com ligeira vantagem para Chávez.

A previsão é que o resultado das eleições presidenciais seja divulgado ainda hoje, por volta das 22h. Em caso de suspeitas de fraudes e irregularidades, a Justiça Eleitoral faz advertências e promove auditorias. O vitorioso, segundo a legislação venezuelana, é aquele que obtiver a maioria dos votos. Não há segundo turno no país, nem é necessário alcançar mais de 50% da totalidade dos votos válidos.

As pesquisas divulgadas pela Datanalisis apontam 47,3%para Chávez e 37,2% para Capriles. A pesquisa Varianzas apresenta Chávez com 49,7% e Capriles com 47,7%. Já a pesquisa da Consultores 30.11 mostra Chávez  reeleito com 57,2% e Capriles conquistando 35,7% dos votos. A pesquisa Consultores 21 diz que Capriles terá 48,1%, superando Chávez, com 46,2%.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela busca despertar a atenção e o interesse dos eleitores para ir às urnas. A presidenta do CNE, Tibisay Lucena, fez pronunciamento em cadeia nacional de emissoras de rádio e televisão para informar que as eleições venezuelanas farão do país  “uma referência internacional”.

Ela acrescentou  que o momento é de “isolar e rejeitar os pequenos grupos” que querem se impor acima dos interesses da República, da paz e da democracia. No país, o Poder Eleitoral tem o mesmo status que outros poderes, como o Executivo, Judiciário  e Legislativo. O CNE é formado por cinco magistrados, o equivalente à Justiça Eleitoral no Brasil.

No Brasil, vivem aproximadamente 8 mil venezuelanos, a maior colônia está em São Paulo onde cerca de 500 pessoas votarão. O eleito hoje toma posse em 10 de janeiro de 2013 para um mandato de seis anos e inicia a gestão comandando o Mercosul, bloco que a Venezuela passou a integrar em julho.

 

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