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Países latino-americanos lembram os 14 anos de prisão dos cinco cubanos

Manifestações estão programadas em vários países da região, além de Canadá e Estados Unidos, onde permanecem presos os agentes cubanos que espionavam as atividades terroristas dos exilados em Miami
por Redação da RBA publicado , última modificação 11/09/2012 09h35
Manifestações estão programadas em vários países da região, além de Canadá e Estados Unidos, onde permanecem presos os agentes cubanos que espionavam as atividades terroristas dos exilados em Miami

São Paulo – Organizações e movimentos de vários países latino-americanos realizarão amanhã (12) atos e manifestações para lembrar os 14 anos de prisão dos cinco cubanos detidos desde 1998 nos Estados Unidos. Atividades semelhantes devem acontecer até o dia 31 de outubro, com passeatas, palestras, exposições fotográficas, projeção de filmes, ações culturais e concentrações em frente às embaixadas dos Estados Unidos.

Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando González e René González foram chamados pelo escritor brasileiro Fernando Morais, em seu livro mais recente, de 'os últimos soldados da guerra fria'. Os cinco eram agentes secretos de Fidel Castro infiltrados na comunidade de exilados cubanos em Miami. De acordo com Havana, sua missão era conseguir informações sobre as atividades políticas terroristas dos opositores do regime e repassá-las ao governo castrista. A Justiça dos Estados Unidos, porém, considera os cinco culpados por conspiração, espionagem e assassinato, entre outros supostos crimes.

Na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Chile, Peru, Porto Rico, México e Venezuela as entidades organizadoras das manifestações solidárias planejam soltar cinco pombas durante as cinco marchas e concentrações que serão realizadas. Na Bolívia, a programação de quarta-feira será uma marcha seguida por plantão em frente à embaixada dos Estados Unidos. Na ocasião, os manifestantes vão entregar uma declaração às autoridades diplomáticas norte-americanas. À noite, será realizada uma mesa redonda na Universidade Mayor de San Andrés com a participação de membros da Embaixada de Cuba na Bolívia.

Também nos Estados Unidos ocorrerão manifestações em apoio aos cinco cubanos. Além de uma conferência de imprensa e uma ação em frente ao Departamento de Justiça, em Washington, será realizada uma apresentação na Escola de Leis de Howard, com um dos advogados da equipe de defesa dos cinco, Leonard Weinglasss. No Canadá, o Toronto Forum on Cuba fará a projeção do filme "Posada Carriles, Terrorismo Made In USA”. Na sequência, haverá um debate em que se analisará a circunstância da prisão dos cinco cubanos enquanto Posada Carriles – acusado de ser o mentor do atentado ao voo 455 da companhia Cubana de Aviación, que matou 73 passageiros – anda livre pelas ruas de Miami.

Em Buenos Aires, Argentina, às 17h15, serão libertadas cinco pombas pelos cinco prisioneiros na Praça Itália. Em seguida, manifestantes se concentrarão e às 19 horas sairão em marcha da Praça até a embaixada dos EUA. A manifestação foi organizada pelo Movimento Argentino de Solidariedade com Cuba (Mascuba) e recebeu a adesão de mais de dez organizações sociais, agrárias, universitária, empresariais, entre outras. Ao chegar à embaixada, será entregue petição e realizado um ato político-cultural.

No Brasil, onde surgiu a ideia de libertar as cinco pombas pelos cinco cubanos, acontecerá na cidade do Rio de Janeiro uma mobilização em frente ao Consulado dos Estados Unidos, onde será lida a ‘Carta Aberta ao Povo dos EUA’. Os manifestantes vão estar munidos de cartazes e panfletos para explicar às pessoas a história dos cinco cubanos. Na Grande São Paulo as atividades foram antecipadas. A Câmara Municipal de Diadema realizou uma audiência pública especial pelos cinco e aprovou a ‘Carta de Diadema’, que exige a libertação de Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, René González e Ramón Labañino. O documento será enviado à embaixada dos EUA no Brasil, em Brasília, ao consulado em São Paulo, ao Ministério de Relações Exteriores do Brasil e ao Congresso estadunidense.

Com informações da Adital