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Dilma e Cameron discutem crise, comércio bilateral e Olimpíadas de 2016

Primeiro-ministro britânico chega hoje ao país e se reune amanhã com a presidenta em Brasília
por Renata Giraldi, da Agência Brasil publicado 27/09/2012 10h42, última modificação 27/09/2012 11h25
Primeiro-ministro britânico chega hoje ao país e se reune amanhã com a presidenta em Brasília

Brasília – O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, chega hoje (27) a São Paulo. À noite, ele vai para o Rio de Janeiro e amanhã (28) tem reunião com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. Em discussão, as Olimpíadas de 2016, as medidas adotadas em vários países para conter os impactos da crise econômica internacional, parcerias em educação e ciência e o comércio bilateral.

Nos últimos anos, os governos do Brasil e do Reino Unido têm estreitado relações. Em julho, Dilma foi à capital londrina para a abertura dos Jogos Olímpicos. O vice-presidente Michel Temer participou do encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Antes, no começo deste ano, o ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, veio ao Brasil.

A presidenta recebe Cameron por volta das 14h30. Uma hora depois, os dois assinam uma série de atos, entre eles acordos na área esportiva. O governo brasileiro pretende aproveitar a experiência bem-sucedida dos britânicos com as Olimpíadas de Londres nos Jogos Olímpicos de 2016.

A ideia é firmar também acordos que ampliam o Programa Ciências sem Fronteiras. Mais de mil brasileiros são beneficiados com bolsas de estudo no Reino Unido. Dilma e Cameron vão assinar ainda medidas de cooperação em ciência, tecnologia e inovação e energia.

De acordo com assessores, serão tratados temas da agenda global, como a crise econômica internacional, questões de paz e segurança e a reforma das instituições de governança mundial, como a Organização das Nações Unidas (ONU). Todos esses assuntos foram abordados por Dilma durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

A presidenta reclamou do protecionismo norte-americano, sinalizou que há interesse em retomar as negociações entre o Mercosul e a União Europeia e condenou uma possível intervenção militar na Síria. Também apelou para que a comunidade internacional se empenhe na ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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