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Conselho de Segurança da ONU condena ataque a embaixadas

Protestos contra vídeo que satiriza Maomé se espalham por todo Oriente Médio
por Agência Brasil publicado 15/09/2012 16h42, última modificação 15/09/2012 16h42
Protestos contra vídeo que satiriza Maomé se espalham por todo Oriente Médio

Brasília - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou hoje (15) a onda de ataques a embaixadas e consulados norte-americanos e de aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, na África e na Ásia. Em nota, a ONU repudia a violência e diz estar preocupada com as suas consequências. No ataque ao Consulado dos Estados Unidos em Benghazi, na Líbia, o embaixador e três funcionários morreram.

No comunicado, o Conselho de Segurança destaca a “natureza pacífica das instalações diplomáticas". Segundo o órgão, os funcionários de embaixadas e consulados têm o objetivo de promover um melhor entendimento entre países e culturas. “Tais ataques são injustificáveis, independentemente de suas motivações”, diz a nota.

O Conselho de Segurança ressalta também o princípio da inviolabilidade da proteção diplomática, de acordo com a Convenção de Viena. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o uso da liberdade de expressão para causar intolerância e derramamento de sangue. "Explorar a raiva das pessoas só alimenta a discriminação e a violência sem sentido."

A onda de violência se agravou ontem (14) quando foram registrados ataques às representações norte-americanas, além das embaixadas da Alemanha e do Reino Unido, no Japão. Houve protestos violentos também em vários países, como o Egito, a Líbia, o Iraque, o Irã e a China, além da Tunísia, de Bangladesh, do Sri Lanka, do Afeganistão e da Austrália.

A série de ataques começou após a divulgação de um filme que satiriza o profeta Maomé e o islamismo. Em quatro dias, a onda de manifestações impulsionada pelos protestos contra o filme atingiu vários continentes.

O governo do Brasil também condenou a onda de violência e apelou para o fim dos ataques. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, apelou para o respeito à inviolabilidade das representações diplomáticas, assim como o Conselho de Segurança fez hoje.

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