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Al Qaeda quer expulsar embaixadas dos EUA de países muçulmanos

Grupo divulga comunicado incentivando a continuidade dos protestos no Oriente Médio
por Ópera Mundi publicado 15/09/2012 12h20, última modificação 15/09/2012 12h44
Grupo divulga comunicado incentivando a continuidade dos protestos no Oriente Médio

Manifestantes enfrentam policiais em frente à embaixada dos EUA no Cairo (Foto: Reuters/Asmaa Waguih)

São Paulo - O grupo Al Qaeda divulgou um comunicado neste sábado (15) para incentivar os muçulmanos a continuarem com os protestos até conseguirem o fechamento das embaixadas norte-americanas. Em referência ao filme "A Inocência dos Muçulmanos", que foi o estopim das diversas manifestações nos últimos dias, o texto pede que os “irmãos muçulmanos no Ocidente realizem seus deveres para apoiar o profeta” Maomé.

"O que aconteceu é algo muito grande. Por isso, devemos unir os diferentes esforços com um só objetivo que é a expulsão das embaixadas norte-americanas dos países muçulmanos e que continuem as manifestações e protestos", diz a nota, cuja autenticidade não pôde ser verificada.

De acordo com a nota, assinada pelo braço do grupo na Península Arábica, o fechamento das embaixadas e consulados norte-americanos será um passo fundamental "para a libertação dos países muçulmanos da hegemonia e da soberba norte-americana".

O documento também traz comentários sobre as mortes de J. Cristopher Stevens, embaixador dos Estados Unidos na Líbia, e de outros três funcionários da mesma representação diplomática, classificadas “como o melhor exemplo” do que deve ser feito durante os protestos. 

Em relação ao vídeo sobre o profeta, considerado blasfemo pelos muçulmanos e que desencadeou ataques e protestos contra sedes diplomáticas dos EUA em vários países, o grupo terrorista assinalou que "se dá no marco de uma cadeia seguida de guerras cruzadas contra o Islã".

"Em resposta a estas contínuas agressões, os povos muçulmanos se sublevaram em seu apoio e zelo pela dignidade e honra de nosso profeta", acrescenta a nota, que ressalta que "esta ofensa transformou a malícia do inimigo em vergonha e infortúnio como castigo".

Na noite desta sexta-feira (14/09), ao receber os corpos dos norte-americanos mortos na Líbia, o presidente Barack Obama afirmou que “a justiça chegará para aqueles que causarem danos aos norte-americanos”.

O presidente democrata, que enfrentará o republicano Mitt Romney nas eleições de 6 de novembro, também garantiu que as manifestações não prejudicarão o relacionamento dos Estados Unidos com os países da região.

Histórico dos protestos

Desde a divulgação do filme, no início desta semana, protestos foram realizados em mais de 12 países, entre os quais estão Egito, Iraque, Afeganistão, entre outros. De acordo com a agência Efe, ao menos uma pessoa morreu e outras 400 ficaram feridas em Cairo.

Na madrugada deste sábado, mais de 500 pessoas também saíram às ruas na Austrália. A polícia local dispersou o movimento com gás lacrimogêneo. 

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