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Assembleia da ONU condena Síria e exige transição política

Assembleia 'deplora o fracasso do Conselho de Segurança em concordar sobre medidas que garantam a obediência das autoridades sírias às suas decisões'
por Louis Charbonneau, da Reuters publicado , última modificação 03/08/2012 17h09
Assembleia 'deplora o fracasso do Conselho de Segurança em concordar sobre medidas que garantam a obediência das autoridades sírias às suas decisões'

Nações Unidas - A Assembleia Geral da ONU aprovou hoje (3) por esmagadora maioria uma resolução que condena o governo sírio e exige uma transição política no país, onde o regime de Bashar al-Assad reprime uma rebelião há 17 meses.

O texto foi apresentado pela Arábia Saudita, mas dezenas de outros países, inclusive muitos governos ocidentais, constaram como coautores. O texto foi aprovado com 133 votos a favor, 12 contra e 31 abstenções. Outros 17 países não participaram da votação.

China e Rússia, que têm usado seu poder de veto no Conselho de Segurança para impedir sanções contra a Síria, votaram contra a resolução. Os outros dez votos contrários vieram de países que costumam se contrapor às potências ocidentais, como Irã, Coreia do Norte, Belarus e Cuba.

Ao contrário do que ocorre no Conselho de Segurança, onde cinco países têm poder de veto, nenhuma nação pode vetar decisões da Assembleia Geral, que reúne todos os 193 países da entidade. Por outro lado, as decisões da Assembleia nunca são de cumprimento obrigatório.

A resolução diz que a Assembleia "deplora o fracasso do Conselho de Segurança em concordar sobre medidas que garantam a obediência das autoridades sírias às suas decisões".

O texto pede ainda "uma transição política dirigida pela Síria, rumo a um sistema político democrático e pluralista".

Os Estados Unidos e potências europeias culpam a Rússia pelo impasse no Conselho. Muitos dos elementos de uma resolução do Conselho vetada no mês passado foram incluídas na resolução da Assembleia.

A Rússia atribui o impasse no Conselho ao Ocidente, acusando os Estados Unidos e seus aliados de darem apoio explícito aos rebeldes.

A embaixadora norte-americana na ONU, Susan Rice, elogiou o texto votado na Assembleia, e disse que há uma "minoria cada vez mais isolada" impedindo uma ação mais firme contra Assad.

O embaixador sírio, Bashar Ja'afari, queixou-se de que a votação foi "mais uma peça de teatro" organizada pelo presidente catariano da Assembleia Geral, Nassir Abdulaziz al-Nasser, para impor os interesses do seu país. Arábia Saudita e Catar apoiam os rebeldes contrários a Assad.