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PSDB promete processar autor de "A Privataria Tucana"

por Redação da RBA publicado , última modificação 27/12/2011 09h57

São Paulo – Passados 17 dias da chegada do livro "A Privataria Tucana" às livrarias, a  Executiva Nacional do PSDB decidiu processar o jornalista Amauri Ribeiro Júnior. A ação será encaminhada à Justiça ainda nesta semana, a última do ano, segundo nota publicada na página do partido na internet. Segundo a legenda, uma "avaliação preliminar" da obra indicou "pelo menos cem erros" nas 345 páginas.

Na semana anterior, o presidente da legenda, deputado Sérgio Guerra (PSDB), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso haviam publicado notas de teor semelhante, apenas criticando a obra. A publicação de Ribeiro Júnior traz documentos e informações contra o ex-caixa de campanha do PSDB e ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil na década de 1990 Ricardo Sérgio, apontado como "artesão" dos consórcios de privatização em troca de propinas. Outro citado é o ex-governador paulista José Serra (PSDB), que tem familiares apontados como agentes de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos na venda de estatais.

"O livro é um apanhado de documentos que não provam nada e tenta trazer, novamente, à tona a CPI do Banestado, realizada e encerrada em 2003", diz o texto do PSDB. Segundo o site da Câmara dos Deputados, a comissão que investigou o banco estadual parananese, dissolvido em 2000 pelo Banco Central diante de denúncias de lavagem de dinheiro por doleiros, foi encerrada em 2004 e teve seu relatório apresentado apenas em 2005.

A nota dos tucanos ainda afirma que a publicação do livro "é mais uma tentativa" de fazer a opinião pública "desviar o foco" das acusações contra membros do atual governo federal. Os oposicionistas lembram que denúncias levaram à pedidos de demissão de seis ministros do governo Dilma Rousseff ainda no primeiro ano de gestão.

Um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi protocolado na semana passada pelo deputado Delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), com 185 assinaturas, seis a mais do que as 171 exigida pela Constituição – um terço dos 513 parlamentares com assento na Câmara Federal. Quatro deputados do PSDB subscreveram.

O PSDB dá sinais de que vai apostar em desqualificar Ribeiro Júnior por ele ter sido acusado, durante a campanha presidencial de 2010, de ter produzido dossiês contra José Serra, candidato que seria derrotado por Dilma. Nenhum dos pontos elencados no livro, como indícios de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, é mencionado no posicionamento do partido. A CPI, que pode ser aberta em fevereiro de 2012 segundo o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), também não é citada pela nota dos tucanos.

Com informações do Sul21