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Italianos protestam contra medidas de austeridade propostas por Monti

por Redação da RBA publicado 17/11/2011 13h07, última modificação 17/11/2011 13h10

Protestos nas ruas de Roma contra medidas de austeridade propostas por banqueiros da Itália (Foto: ©Alessandro Bianchi/Reuters)

São Paulo - Milhares de italianos saíram às ruas em várias cidades do país nesta quinta-feira (17) para protestar contra o que chamaram de "governo dos banqueiros", cujo primeiro-ministro é o economista Mario Monti. 

Na capital financeira da Itália, Milão, estudantes tentaram se aproximar da universidade Bocconi - que é presidida por Monti e tornou-se um símbolo do novo governo de tecnocratas que ele está formando para enfrentar a crise da dívida da Itália. Os manifestantes também arremessaram ovos e notas falsas de dólar no prédio da Associação Bancária Italiana. "Nós não queremos que os bancos governem" e "O governo Monti não é a solução", gritavam. A polícia reprimiu as manifestações com truculência, usando cassetetes.

O governo do primeiro-ministro Monti, empossado na quarta-feira (16), vai apresentar uma série de medidas, para enfrentar a crise econômica que ameaça o país, por volta das 17h30 desta quinta(hora de Brasília), na Câmara Alta do Parlamento.

Também houve protestos em Turim, Roma, Palermo e Bari, já que os manifestantes tiveram como alvo as universidades em que alguns dos ministros de Monti costumam dar aula, além de agências bancárias e repartições fiscais.

Em Roma, a manifestação tomou conta das principais ruas da capital e a concentração ocorreu em frente ao Senado. Os manifestantes reclamam da possibilidade de cortes no Orçamento e de medidas que provoquem o aumento no desemprego. O protesto coincide com uma greve geral do transporte público no país.

A crise

Monti pediu aos senadores que aprovem um voto de confiança no seu governo, o que deve ocorrer ainda hoje. Ontem (16) o primeiro-ministro, que acumulará o cargo de ministro da Economia, anunciou a composição do gabinete de governo, formado por acadêmicos e empresários.

A perda da confiança do mercado levou a Itália à beira de um desastre financeiro e elevou os custos de empréstimo a níveis insustentáveis.

O gabinete de Monti é composto de uma mistura de especialistas acadêmicos e administradores experientes e inclui Corrado Passera, presidente-executivo do maior banco de varejo da Itália, o Intesa Sanpaolo, como ministro da Indústria.

O fato de nenhum membro do novo gabinete ter sido eleito pode dificultar a obtenção de apoio popular para novos impostos, cortes de empregos ou reformas previdenciárias - previstos no pacote de medidas a ser anunciado - que poderiam afetar duramente os italianos.

Com informações da Reuters e da BBC Brasil

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