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Primeiro dia de greve geral registra confrontos violentos na Grécia

por Agência Lusa publicado 19/10/2011 13h58, última modificação 19/10/2011 19h20

Manifestantes entram em choque com a polícia em Atenas, no primeiro dia de greve geral (Foto: ©ediaferon/flickr)

Brasília – Grupos de jovens e a polícia entraram em confronto nesta quarta-feira (19), no centro de Atenas, capital grega, durante manifestação contra as medidas de austeridade do governo, no primeiro dia de uma greve geral de 48 horas organizada pelos trabalhadores do país. As informações são da Agência Lusa de notícias.

De acordo com a polícia, cerca de 70 mil pessoas se dirigiram à praça central de Atenas, juntando-se a um total de 125 mil manifestantes em todo o país. Há relatos de confrontos violentos em diversos pontos da cidade.

 

Os manifestantes protestam contra o novo pacote de medidas de austeridade fiscal, que deve ser votado nesta quinta-feira (20). As medidas incluem a demissão de funcionários públicos, o aumento de impostos e taxas, além da redução de gastos públicos.
 
A Grécia passa por uma grave crise econômica e a comunidade internacional cobra ações para reduzir o déficit público – que ultrapassa em três vezes o valor permitido pela União Europeia – e para diminuir a dívida pública calculada em 350 bilhões de euros.
 
A União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) avisaram que o governo da Grécia tem de promover reformas estruturais, uma exigência para a autorização do uso do fundo europeu de 110 bilhões de euros, que representa a principal forma de financiamento do Estado grego.

 

Motivados

 

O pacote de austeridade elaborado pelo governo como resposta à crise econômica que o país enfrenta inclui cortes no funcionalismo público, aumento de impostos e tarifas públicas.
 
O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, coordena as negociações com o Parlamento para a aprovação do pacote. Segundo ele, se as medidas não forem aprovadas até o próximo dia 23 – quando ocorre a reunião especial da União Europeia -,  os parceiros europeus rejeitarão a concessão de empréstimo para os gregos.
 
No entanto, os sindicatos se recusam a apoiar a proposta do governo. A taxa de desemprego na Grécia é  16,5%, em julho (o equivalente a 820 mil pessoas), um aumento de 0,5 ponto percentual em comparação a junho. Segundo analistas, a recessão no país aumenta gradualmente.
 
Porém, as entidades que representam várias categorias informam que os dados oficiais não correspondem aos números reais. Para os sindicatos, o número real de desempregados é mais elevado.
 

A comunidade internacional cobra da Grécia reações para reduzir o déficit público – que ultrapassa em três vezes o valor permitido pela União Europeia – e para diminuir a dívida pública calculada em 350 bilhões de euros.