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Palestina tem condição de membro pleno aprovada pela Unesco

por Redação da RBA publicado , última modificação 31/10/2011 17h38

A Unesco é a primeira entidade do sistema das Nações Unidas a aceitar a adesão palestina (Foto:©Dou Matar/Unesco)

São Paulo – A Unesco, agência de cultura e educação da Organização das Nações Unidas (ONU), confirmou nesta segunda-feira (31) a condição de membro pleno da entidade à Palestina. A decisão ocorre um mês depois de a Autoridade Nacional Palestina (ANP) ter solicitado ao Conselho de Segurança da ONU o reconhecimento como Estado soberano – demanda ainda em processo.

É a primeira entidade do sistema das Nações Unidas a aceitar a adesão palestina. O reconhecimento pela Unesco é visto como uma etapa importante por pressionar o Conselho de Segurança e outros organismos a fazerem o mesmo. No dia 23 de setembro, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, apresentou formalmente o pedido para ser um Estado-membro da ONU.

Foram 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções. Estados Unidos, Canadá e Alemanha foram contrários, enquanto Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul e França votaram a favor. A Grã-Bretanha se absteve da votação. O conselho executivo da agência havia recomendado a aprovação. Bastariam dois terços dos votos válidos (excluídas as abstenções) para a liberação, mas 88% foram favoráveis.

Se fosse no Conselho de Segurança, o voto contrário dos Estados Unidos representaria um veto à medida. Além do país norte-americano, Grã-Bretanha, França, Rússia e China têm essa prerrogativa por serem membros permanentes. No total, serão necessários os votos de nove dos membros – incluindo donos de assentos permanentes e temporários.

A Conferência Geral da Unesco acontece a cada dois anos em Paris. A 36ª edição do encontro foi iniciada na semana passada, no dia 25, e está prevista para seguir até 10 de novembro. Delegados dos 193 países-membros participam do evento. Na sexta-feira (28), o Sudão do Sul havia sido admitido. Com as duas adesões, o total de Estados passa a ser de 195.

A decisão foi anunciada um dia depois de uma trégua na Faixa de Gaza, um dos territórios palestinos. Nos cinco dias anteriores, houve troca de ataques entre o exército israelense e grupos isolados de militantes. O acordo foi mediado por representantes do governo egípcio.