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ONU defende investigação sobre morte de ex-presidente da Líbia

por Renata Giraldi, com edição de Graça Adjuto publicado , última modificação 21/10/2011 10h56

Brasília – A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, defendeu uma investigação completa sobre a morte de Muammar Khadafi, ex-presidente da Líbia. Pillay classificou como "perturbadoras" as imagens que mostram que Khadafi estava vivo quando foi capturado, segundo seu porta-voz,  Rupert Colville.

O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, que governa provisoriamente o país, negou ter executado Khadafi. Segundo o órgão, ele morreu em decorrência de um tiro na cabeça, em meio aos embates entre seus simpatizantes e os opositores ao antigo regime.

Porém, o  médico Ibrahim Tika, que examinou o corpo de Khadafi, disse que ele morreu por causa de um tiro no abdome. “Kadhafi estava vivo, quando foi preso, e morreu depois. Uma bala perfurou seu intestino”, contou o médico. “Depois, ele [Khadafi] recebeu um tiro na cabeça”, acrescentou.

As informações do  médico aumentam as controvérsias sobre as circunstâncias da morte do ex-presidente. O emissário do CNT na França, Mansour Saif Al Nasr, negou que Khadafi tenha sido vítima de linchamento.

Os relatos de integrantes do conselho são de que Khadafi estava a bordo de um jipe, em meio a um comboio que foi alvo de tiros dos opositores. O ex-presidente, segundo o CNT, tentou escapar entrando em um esgoto, tendo, em uma mão, uma metralhadora kalachnikov e na outra, uma pistola. Mas foi rendido e deixou de reagir.

Fonte: Agência Brasil, com informações da BBC e da RF1