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Presidente palestino condiciona negociações com Israel a fim da ocupação

"Queremos negociações, mas não quaisquer negociações", diz Mahmoud Abbas
por Redação da RBA publicado , última modificação 26/09/2011 09h08
"Queremos negociações, mas não quaisquer negociações", diz Mahmoud Abbas

Depois de pedir reconhecimento do Estado da Palestina à ONU conforme fronteiras de 1967, Abbas demanda fim da expansão de assentamentos na Cisjordânia (Foto: Eskinder Debebe/ONU divulgação)

São Paulo - Ao voltar à Cisjordânia no domingo (25), o presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) não aceitará retomar conversas de paz com Israel sem compromissos prévios. Dois dias depois de apresentar ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) o pedido do Estado da Palestina de candidatura a membro pleno, o líder deixou claro que é necessário haver uma mudança na postura israelense.

"Ressaltamos para qualquer um que desejamos atingir nossos direitos por meio de meios pacíficos, negociações, mas não quaisquer negociações", afirmou. As negociações diretas entre isralenses e palestinos foram interrompidas em setembro de 2010. O motivo foi a retomada da expansão de assentamentos israelenses em território palestino, conforme as fronteiras anteriores a 1967 reivindicadas pela ANP.

As condições apresentadas por Abbas foram claras, envolvendo respeito às leis internacionais e "um cessar completo das atividades (de ampliação) de assentamentos" na Cisjordânia.

Depois dos discursos dos dois líderes, o quarteto que negocia a paz no Oriente Médio – Estados Unidos, ONU, Rússia e União Europeia – pediu que israelenses e palestinos retomem as negociações de paz dentro de um mês, com o objetivo de chegar a um acordo ao final de 2012.

Os palestinos rejeitaram à volta às mesas de negociação porque a proposta do quarteto não menciona limites territoriais nem o fim dos assentamentos. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, atribuiu o impasse à recusa dos palestinos em aceitarem Israel como um Estado judeu.

Com informações da Agência Brasil