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Maradona pede a Obama que liberte cinco heróis cubanos

por Redação da RBA publicado 20/09/2011 15h26, última modificação 20/09/2011 15h29

Maradona afirma que a América Latina olha e confia em Obama (Foto: Dylan Martinez/Reuters - arquivo)

São Paulo - O ex-jogador de futebol e ex-técnico da seleção argentina, Diego Armando Maradona, defendeu a libertação dos cinco heróis cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998. O apelo foi feito ao presidente Barack Obama, segundo a embaixada de Cuba em Buenos Aires.

Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Fernando González, Antonio Guerrero e René González são mantidos como prisioneiros sob acusações de "terrorismo", enquadrados na legislação norte-americana. Segundo ativistas de direitos humanos e partidários do regime cubano, a condenação foi injusta e sem provas. 

A mobilização internacional pela libertação envolve desde atores, como Danny Glover, a escritores, como o brasileiro Fernando Morais. Na Argentina, o Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel, a presidenta da associação das mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, e Estela de Carlotto, das Avós da Praça de Maio, também se solidarizaram.

Maradona enviou carta à Casa Branca, lembrando que o presidente tem "a oportunidade de mudar a história das relações entre seu país e a República de Cuba". Para o ex-atleta, "toda a América Latina" olha e confia em Obama.

A relação de Maradona com Cuba é antiga. Além de ter uma tatuagem com a imagem de Che Guevara – médico argentino que se tornou figura historicamente importante também na revolução cubana, – em 2001, o ex-jogador realizou tratamento de desintoxicação na Ilha, quando se aproximou de Fidel Castro, então chefe de Estado. Em julho, quando o presidente da Venezuela esteve internado para realizar tratamento contra câncer, lá esteve Maradona, em visita.

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