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Evo Morales agradece ajuda brasileira nos oito anos de Lula no governo

por Redação da RBA publicado , última modificação 27/12/2010 08h19

Morales recebeu a visita de Lula à Bolívia para firmar diversos acordos, incluindo o financiamento de rodovias que ligam os países (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil - Arquivo)

São Paulo - O presidente da Bolívia, Evo Morales, agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo apoio que deu ao país vizinho durante os oito anos de seu governo. A declaração ocorreu em uma cerimônia pública na cidade de Cochabamba, uma das mais importantes do país. O presidente boliviano confirmou sua presença em Brasília, no dia primeiro de janeiro, quando Lula passará a faixa presidencial a Dilma Rousseff.

Na cerimônia de entrega de recursos para o desenvolvimento de projetos em comunidades rurais, Morales pediu aos presentes “um forte aplauso a este companheiro operário que já na próxima semana não será presidente”. Ele assegurou que as sugestões de Lula “sempre foram importantes para a Bolívia”, segundo informou a Agência Boliviana de Informação (ABI).

Entre as visitas e ações de Lula valorizadas pelo presidente do país vizinho, está a construção do corredor interoceânico que permitirá o acesso rodoviário entre portos do Atlântico e do Pacífico, projeto do qual o governo chileno também participa. O projeto prevê uma rodovia que atravesse as regiões bolivianas de Santa Cruz, Cochabamba e Oruro. O objetivo é criar um acesso entre o porto de Santos com as regiões de Arica e Iquique, no Chile. Há ainva rodovias financiadas pelo Brasil para ligar a Bolívia a outras regiões de países vizinhos.

Oposição acusa

Mario Cossío, ex-governador de centro-direita do principal distrito produtor de gás de Bolívia, o departamento de Tarija, confirmou que solicitou refúgio ao Paraguai para deixar o seu país. Ele foi suspenso do cargo por um caso de corrupção que considera perseguição política, segundo declarações divulgadas neste domingo em entrevista publicada pelo jornal paraguaio Abc Color.

Ele afirmou em que a medida foi inconstitucional e que não tem garantias de sua segurança e liberdade na Bolívia devido a sua oposição ao governo. "Pedi refúgio formalmente. No momento, pedi a proteção do Conselho Nacional de Refugiados. Estou esperando que se pronuncie. Recebi um refúgio provisório", disse Cossío ao jornal. O departamento é vizinho ao Paraguai.

"Minha opção foi esta: permanecer livre para seguir dizendo o que penso, para denunciar, para alertar que na Bolívia há uma ditadura aflorecendo", acrescentou. Cossío, uniu-se a outros políticos bolivianos que, nos últimos anos, buscaram refúgio no exterior para evitar serem processados por casos que vão desde delitos econômicos até genocídio.