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Cúpula de chefes de Estado na Argentina deve aprovar plano de investimentos em educação

por Lucas Rodrigues, enviado especial da EBC publicado , última modificação 03/12/2010 12h10

Mar del Plata (Argentina) – A 20ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo deve aprovar plano de investimentos em educação com metas até 2021. Os recursos destinados à área podem chegar a R$ 100 bilhões nos próximos dez anos. Um dos objetivos é ampliar as oportunidades de ensino, principalmente para a população carente.

Com o tema Educação para Inclusão Social, a reunião de líderes de países de língua portuguesa e espanhola começa nesta sexta-feira (3) com temas bem definidos para os debates, que terminam amanhã (4), em Mar del Plata, no Sul da Argentina.

Além de medidas na área de educação, está na pauta do encontro a aprovação de um documento político – a Declaração de Mar del Plata, um plano de ação sobre a defesa da democracia, o combate ao crime organizado, a necessidade de pôr fim ao bloqueio imposto a Cuba, o apoio à luta contra o terrorismo e a disputa sobre as Ilhas Malvinas.

Amanhã haverá uma homenagem ao ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner, que morreu no dia 27 de outubro.

A segurança foi intensificada na cidade balneária com a presença das Forças Armadas. Embarcações da Marinha patrulham a costa da cidade, localizada a 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires, enquanto destacamentos por terra estabeleceram três anéis de proteção em torno do hotel que será a sede das deliberações.

Antes da abertura oficial da cúpula, os chefes de Estado e de governo que desembarcam em Mar del Plata participam de encontros bilaterais. No início da tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com o presidente do México, Felipe Calderón, e com o rei da Espanha, Juan Carlos. O monarca representará o presidente espanhol, José Luis Zapatero, que cancelou sua participação na cúpula. Ele não pode ir ao encontro porque participá, amanhã, de reunião do Conselho de Ministros, que aprovará medidas econômicas contra a crise que a Espanha enfrenta.

A presidenta eleita do Brasil, Dilma Rousseff, não acompanha Lula no encontro. A presença do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ainda não foi confirmada.