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Argentina condena ex-ditador Videla à prisão perpétua

por Fabio M Michel, da RBA publicado 23/12/2010 11h39, última modificação 23/12/2010 13h15

São Paulo – Em julgamento finalizado no início da noite da quarta-feira (22), em Buenos Aires, a Justiça argentina condenou o ex-general Jorge Videla, de 85 anos, à prisão perpétua por crimes contra a humanidade. O ex-ditador foi considerado responsável pela tortura e extermínio de milhares de presos políticos nos anos 70.

Videla comandou o golpe de Estado que derrubou a presidente Isabel Perón em 1976, iniciando um período de extrema repressão que, segundo entidades humanitárias, deixou cerca de 30 mil desaparecidos. Durante seu governo, a estimativa é de que a Argentina teve 500 centros clandestinos de detenção, tortura e aniquilamento.

O ex-ditador já havia sido condenado à prisão perpétua em 1985, no chamado Julgamento das Juntas. Porém, ele foi indultado pelo ex-presidente Carlos Menem e passou a cumprir prisão domiciliar, condenado pelo roubo de filhos de desaparecidos. O indulto foi considerado inconstitucional em 2007. Videla cumpre pena em um quartel do Exército na periferia de Buenos Aires e terá que ficar em cárcere privado até sua morte.

Na terça-feira anterior (21), outros 19 réus ligados à ditadura argentina foram condenados a penas de prisão perpétua por crimes contra a humanidade, em campos de extermínio Mar del Plata e em Buenos Aires. Segundo informações do serviço de comunicação do Judiciário do país, 131 acusados por crimes cometidos durante a ditadura já foram condenados pelos tribunais argentinos.

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